Policial Civil preso por tentativa de extorsão

Contratado para investigar um caso familiar em Brusque, o detetive particular José Carlos Goethen (45) e o investigador José Carlos Raimundo (51), que há 25 anos atua na Polícia Civil de Santa Catarina, acabaram se envolvendo numa tentativa de extorsão contra um empresário brusquense. O flagrante foi dado após a vítima conseguir que o atendente de uma panificadora acionasse a polícia.

Enquanto acertavam o pagamento pelos “serviços prestados”, o empresário e Goethen foram surpreendidos com a chegada de duas pessoas que se identificaram como sendo policiais do Deic ( Departamento Estadual de Investigação Criminal) da Capital.

Alegando que o trabalho do detetive particular vinha sendo investigado inclusive com escutas telefônicas, Raimundo deu voz de prisão aos dois afirmando que ambos seriam conduzidos ao Deic. Na saída de Brusque, quando se encaminhavam para Florianópolis a bordo de um veículo não identificado, o empresário percebeu que estaria sendo vítima de um golpe.

Tranqüilo, ele pediu que parassem numa panificadora para que pudesse comprar uma água. Já no interior do estabelecimento, o empresário conseguiu pedir que a pessoa que o atendia ligasse para a polícia para socorrê-lo. O motorista do carro conseguiu se evadir do local, mas Goethen e Raimundo acabaram sendo detidos em flagrante.

Se identificando como sendo policial civil, Raimundo aguardou a chegada de três investigadores da DP de Brusque para que fosse conduzido à presença do Delegado João Lipinski, em companhia do detetive Goethen, para ser lavrado o flagrante.

“Polícia é polícia. E bandido é bandido. Não podem se misturar”, disse o delegado que já foi Corregedor da Polícia Civil. O advogado que acompanhou o flagrante não quis falar com a imprensa. A pena por extorsão varia de 4 a 10 anos de detenção.

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