Operários estariam há 4 meses sem salários

A denúncia de que operários da empresa Azza, que presta serviços a prefeitura de Brusque, estariam com salário atrasado desde maio, chegou ao Jornalismo da Rádio Cidade na sexta-feira (18) pela manhã.

De acordo com informações dos próprios trabalhadores, o último repasse da prefeitura para a Azza teria sido de R$ 600 mil, mas o dinheiro que deveria ser usado para pagar o salário dos funcionários e horas/máquinas, não foi entregue a quem de direito.

No inicio da tarde de sexta-feira, mais de 10 trabalhadores foram até o escritório da empresa a fim de ter uma solução para o problema. Porém, os responsáveis não foram localizados. Apenas uma secretária estava no local.

Para que os trabalhadores deixassem a sede da Azza, a Polícia Militar foi acionada. Mas não foi preciso o uso da força e pacificamente a sede da empresa foi deixada pelos funcionários.

Ainda buscando uma solução, os homens foram até a prefeitura municipal para falar com o prefeito Paulo Eccel, onde foram orientados a irem até à Câmara Municipal. Lá, os trabalhadores foram recebidos por alguns vereadores.

O vereador Alessandro Simas se comprometeu com os trabalhadores que tentaria ajudar a resolver a situação. Segundo Simas, além do prefeito Paulo Eccel, o secretário de obras, Tonho Maluche, e os representantes da empresa Azza seriam convidados para uma reunião agendada para a manhã desta segunda-feira (21), na Câmara de Vereadores.

Os trabalhadores

Geciel Pavesi trabalha para a Azza desde maio. Segundo ele, apenas um vale referente aos nove primeiros dias de trabalho foi pago. Além da mão de obra, Pavesi teria colocado um caminhão de sua propriedade no trabalho. Mas, quando pensou que teria lucro, foi surpreendido pelo prejuízo causado.

Ainda segundo ele, parte dos funcionários que trabalham para a Azza prestando serviço para a prefeitura estariam sendo ameaçados de não receber os salários atrasados, caso abandonassem o serviço. Geciel Pavesi diz que já buscou todas as alternativas para conseguir dinheiro emprestado. E e se não bastasse a falta de dinheiro para pagas as dividas, ainda enfrenta a depressão da esposa.

“A prefeitura pagou, mas nós não recebemos. Já estou com o nome do SPC. Nunca passei uma humilhação dessas”, finalizou Pavesi.

Em situação parecida, ou pior, existem outros pais de famílias que trabalharam na Operação Reconstrução.

A Empresa

Na empresa, os responsáveis não foram encontrados para prestar informações.

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