Infectologista detalha caso de varíola do macaco em Brusque

Do ponto de vista de pandemia, não há o que se preocupar com a varíola do macaco. Isso porque, ao contrário da Covid-19, ela não é transmitida através do ar e, consequentemente, pelas vias respiratórias e, sim, no contato físico direto. Palavras do médico infectologista Ricardo Alexandre Freitas, da Secretaria Municipal de Saúde de Brusque.

Em entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade, nesta segunda-feira (1), ele falou a respeito do primeiro caso confirmado na cidade.

“Não há possibilidade de haver uma transmissão rápida ao ponto de comprometer o sistema de saúde. Isso, nesse momento, está descartado”, pontuou ele.

A doença tem um ciclo que vai de duas a três semanas, informou o médico. Como se fosse um tipo de catapora, exemplificou ele.

Segundo ele, a varíola do macaco é um tipo de vírus e como toda doença nessa condição, tratamento e vacinas contra demoram certo tempo. Neste caso, em especifico, ela se assemelha muito ao tipo de varíola do ser humano, que foi erradicada no século passado.

Isso faz com que a ciência precise recomeçar as buscas por medicamento ou doses que interrompam ou freiem o contágio dela.

“Possivelmente, não há muita diferença entre esse tipo de varíola, a do macaco, e a que tínhamos lá atrás, no passado. o que nos reporta é que esta é menos mortal que a varíola que tínhamos lá no passado”, explicou ele.

O médico disse que qualquer tipo de doença acarreta problemas e são as condições clínicas da pessoa que podem acarretar em morte ou não.

A contaminação da varíola do macaco leva a pessoa a ser isolada por alguns dias, a fim de evitar a proliferação do vírus.

No caso do paciente infectado em Brusque, a pessoa procurou o sistema de saúde da Prefeitura e relatou que tinha lesões na pela e havia tido contato com pesos a suspeita. Feita a coleta de material, a pessoa foi isolada e aguardou-se o resultado dos exames.

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