Tensão e polícia na sessão da Câmara de Vereadores de Brusque

Clima tenso assim foi o começo da sessão desta terça-feira (29) da Câmara Municipal de Brusque. Tudo por conta do plenário lotado pela presença de simpatizantes da vereadora Marlina Oliveira Schiessl (PT), que foram protestar contra pedido de cessação de seu mandato e penalidade aplicada pela mesa diretora à parlamentar. 

A situação culminou, inclusive, com a presença de policiais militares no local, a pedido da presidência da casa. O presidente da Câmara, Alessandro Simas (sem partido), subiu o tom e ameaçou esvaziar a plateia. Isso ocorreu logo após a leitura de um documento em que a mesa diretora justificou punição à vereadora sobre manifestações feitas por ela em relação ao Samae. 

"Eu vou falar uma só vez, uma só vez. Se houver uma única manifestação a mais, vamos esvaziar o plenário", disse ele.

O que se viu em seguida foi uma série de vaias e gritos de censura. Simas, de imediato, determinou a interrupção dos trabalhos. 

A sessão somente recomeçou após conversa entre Marlina e Simas. O acordo era para que o público na plateia não se manifestasse com gritos e palmas, o que é vedado pelo próprio Regimento da Câmara. 

A vereadora foi até a plateia e pediu que as pessoas se contivessem, porque a sessão precisava acontecer. 

Logo após a reabertura dos trabalhos, Marlina fez uso da tribuna. Ela voltou a mencionar as denúncias de corrupção envolvendo o Samae e o pedido de cessação de seu mandato pelo ex-presidente da autarquia, Luciano Camargo. 

Enquanto ela falava, os manifestantes se levantaram e ficaram de punhos erguidos.

Após a fala firme de Marlina, o vereador Jean Pirola (Progressista) também se manifestou, contrapondo a explanação da parlamentar. Ele disse que Marlina faltou com respeito aos colegas nas redes sociais ao sair da tribuna com o debate de temas para, segundo ele, tentar jogar a sociedade contra a própria Câmara. 

"A sociedade quer pessoas que trabalhem pela sociedade e não que vivam de mimimi", disse ele.

Um segundo momento de tensão aconteceu na sequência. Após a fala de Pirola, uma das manifestantes teria erguido o dedo maior para o parlamentar. Um bate boca dele com alguns dos na plateia teve início e houve nova ameaça de suspensão da sessão. 

NOTÍCIA EM ATUALIZAÇÃO 

 

 

 

 

Dê sua opinião, antes leia os Termos de Uso
Dúvidas ou Sugestões