(ÁUDIO) Câmara pode ser convocada a votar projetos em urgência

A Câmara de Vereadores de Brusque ainda aguarda chamado para possível sessão extraordinária ainda este mês. Oficialmente, o Legislativo retoma os trabalhos em plenário apenas em fevereiro. A convocação extra, se ocorrer, tem por objetivo analisar dois projetos de leis em regime de urgência.

As propostas dizem respeito a um financiamento na ordem de R$ 37 milhões, a ser contratado junto ao Fundo de Financeiro de Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), anunciado pela Prefeitura em dezembro, bem como a possível aquisição de terreno pertencente ao Sesi e que será cedido para a construção do estádio do Brusque Futebol Clube.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal, Alessandro Simas (DEM), não há indicativo, por ora, de que a convocação venha a ocorrer. Principalmente em virtude de o prefeito Ari Vequi (MDB) ter saído de férias – ele retorna dia 20.

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“Deixamos muito bem claro que se houver a necessidade, a qualquer momento, todos os vereadores e a vereadora, colocaram da possibilidade de realizarmos essas sessões durante o mês de janeiro.  Acho que isso é algo muito tranquilo para que possamos analisar de uma forma mais rápida. Claro que com responsabilidade e encaminhar adiante aquilo que for de interesse da nossa cidade”, disse ele em entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade.

Financiamento

O encerramento de 2021 da Prefeitura de Brusque foi com apresentação de um plano de obras de infraestrutura a ser executado a partir de 2022. Com recursos oriundos do Fundo Financeiro de Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), serão R$ 37 milhões disponíveis para ações de grande envergadura.

O recurso será utilizado para melhoria na área viária, construção de pontes e de acessos no entorno da cidade.

O Fonplata é um fundo de financiamento internacional para o desenvolvimento econômico e obras de infraestrutura. Os recursos são liberados a projetos desenvolvidos em cinco países: Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina e Bolívia.

Brusque é uma das poucas cidades de Santa Catarina que conseguiu ter projeto aprovado pelo fundo. Além dela, apenas os municípios de Chapecó, Florianópolis, Criciúma e Itajaí foram contemplados.

Estádio do Brusque

O outro projeto de lei que deve aportar na Câmara Municipal de Brusque diz respeito à aquisição de parte da área onde hoje está situado o Centro Esportivo do Sesi, no bairro Limoeiro. A ideia é que a Prefeitura venda parte da área não utilizada no Complexo Chico Wehmuth, no bairro Volta Grande, na área antigamente chamada de Vila Olímpica, e adquira o espaço da entidade pertencente à Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), que deve colocar o imóvel à venda.

A Prefeitura precisa ter autorização da Câmara para efetivar a negociação e conceder o terreno ao Brusque Futebol Clube. Alessandro Simas acredita que não haverá objeções e resistências dentro da Câmara quanto à proposta.

“Não vejo empecilho nenhum. Para a cidade é um avanço muito grande da área de esporte. Além disso, da possibilidade de desenvolvimento da região ali, que pede isso”, disse ele, afirmando que sempre defendeu a desvinculação das atividades de esporte da ideia da Vila Olímpica.

As sessões em plenário na Câmara Municipal de Brusque estão marcadas para retornar em fevereiro (a primeira no dia 1), mas o expediente dos servidores começa em 10 de janeiro. 

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