"Eu tentei evitar, mas não consegui", diz motociclista

A equipe da Rádio Cidade conversou com o Osvaldo Júnior, o motociclista que estava envolvido no acidente que matou o ciclista Jorge Silva, na Avenida Dom Joaquim, na noite de sábado (11). Osvaldo Júnior estava bem abalado com o que aconteceu e contou sua versão sobre o caso.

“Eu estava indo fazer entregas sentido Dom Joaquim, estava descendo a rua e o rapaz também estava descendo a rua, de bicicleta, bem acelerado e fazendo “zig zag”. Quando eu cheguei próximo a lateral dele, ele virou para a esquerda, para o meio da pista como se fosse atravessar”.

Júnior contou que tentou evitar o acidente, mas não conseguiu. “Eu tentei desviar e acompanhar ele com a moto virando para o lado esquerdo, mas infelizmente não deu tempo, bati na lateral, ele caiu na pista sentido Dom Joaquim, eu me joguei para a contramão, graças a Deus não veio nenhum carro ali de frente, senão, eu nem estaria aqui contando”.

“Eu estou muito mal, mal mesmo. Ando de moto há seis anos e nunca aconteceu nenhum tipo de acidente. Trabalho em dois empregos para ter uma condição melhorzinha, tenho família, tenho filho, pago aluguel e a gente tem que trabalhar, mas jamais, jamais queria tirar a vida de alguém, em hipótese alguma, é bem complicado”, contou Júnior.

Júnior explicou que deu todo suporte durante o resgate. “Depois do acidente eu já me levantei fui ver como ele estava, nem quis ser atendido pelos Bombeiros, pedi para levarem ele o mais rápido possível e depois fiquei uns 20 minutos aguardando a polícia chegar, o que eu pude fazer, eu fiz”.

“Quando fui liberado desci logo para o hospital, para saber como ele estava.  Infelizmente me informaram que o estado dele era grave. Só naquela hora que fui atendido para limparem os meus machucados e quando terminei, fui saber dele e me falaram que ele não resistiu”.

“Ali do hospital eu já fui me apresentar na Polícia Civil para saber o que eu tinha que fazer. Eu fiz tudo para tentar evitar, mas infelizmente não consegui”, explicou.

O motoboy contou que sua profissão exige uma certa presa, mas disse que não estava em alta velocidade. “Eu sei que a minha profissão é complicada. Se a gente demora para fazer a entrega a gente é muito cobrado, o cliente reclama, é complicado a situação, mas ali eu não estava em uma velocidade alta, até porque se eu estivesse correndo, eu teria me machucado muito mais, a minha moto estaria acabada, a moto só teve uns arranhões, coisa boba”.

Júnior concluiu a entrevista lamentando mais uma vez o que aconteceu. “Mas a situação é muito complicada, eu jamais teria a intenção de tirar a vida de alguém, eu só estava trabalhando, eu tentei evitar, mas não consegui, eu não queria que isso tivesse acontecido”.

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