Nove são denunciados à justiça de Brusque após investigação de quase um ano

O Ministério Público da Comarca de Brusque encaminhou à justiça denúncia contra nove pessoas por envolvimento em uma facção criminosa. O pedido é fruto de um processo de investigação que começou em outubro do ano passado e foi concluído quase um ano depois. Tudo começou com uma situação inventada por duas pessoas envolvidas e que acabou sendo desmentida na sequência.

A investigação esteve a cargo da Divisão de Investigações Criminais (DIC), da Delegacia de Polícia Civil de Brusque. 

Segundo o delegado Alex Bonfim Reis, o caso iniciou com homem ferido à bala. O fato aconteceu no dia 15 de outubro do ano passado, na Rua Otaviano Rosa, bairro Cedro Grande. Um homem e a namorada estavam sentados na calçada, quando o ex-namorado dela teria se aproximado e atirado contra a mulher. O então atual companheiro dela afirmou, na época, que se jogou na frente e a bala acabou atingindo sua perna.

Como se tratava de uma tentativa de feminicídio, o caso foi remetido para a Delegacia de Proteção à Mulher (DPCAMI). 

No entanto, segundo Reis, já nas primeiras diligências ficou comprovado que a história não era verdadeira. As investigações acabaram por identificar que o homem ferido à bala, na verdade, inventou a história para evitar de ser preso. O motivo é que ele seria integrante de uma facção criminosa e atirou por acidente na própria perna ao manusear uma arma.

O caso ganhou outros contornos durante o processo de investigação, quando a polícia descobriu o envolvimento de mais pessoas com a facção criminosa à qual pertencia o homem então ferido à bala. Eles eram responsáveis por crimes na cidade de Brusque e, principalmente, relacionados ao tráfico de drogas. 

Ao todo, nove pessoas acabaram sendo investigadas, o que culminou com pedidos de prisões de cinco delas, os quais foram cumpridos no mês de julho. 

Com base nos elementos coletados pela investigação, o Ministério Público encaminhou denúncia para a justiça contra eles, se manifestando a favor das prisões.

Agora, cabe à vara criminal da comarca aceitar e, caso isso ocorra, todos virarão réus e irão a julgamento.

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