Protesto de servidor gera reação da Prefeitura de Brusque e do sindicato

O protesto de um servidor público da Prefeitura de Brusque acabou gerando reação. O prefeito Ari Vequi disse, no programa Rádio Revista Cidade da última sexta-feira (27), que determinou o desconto do dia de seu salário. O protesto se deu pelo não repasse de reajuste salarial à classe, conforme vem sendo adotado pelas prefeituras a partir de orientações jurídicas.

No manifesto, o servidor, que é funcionário efetivo e está aposentado, passou o dia em frente à Prefeitura empunhando um cartaz com alguns pleitos.

Em um áudio divulgado por ele nas redes sociais, o servidor crítica tanto o prefeito quanto o próprio Sindicato dos Servidores Públicos. Ele afirma que o sindicato é omisso e, por conta disso, resolveu protestar sozinho pelo não reajuste salarial concedido.

No mesmo áudio, ele provoca o prefeito com relação a uma eventual repressão na folha de pagamento.

"Esse prefeito Ari Vequi, que trata o servidor com mão de ferro. Hoje vai ser o dia todo aqui, não vou sair daqui", entoou.

O servidor, que trabalha como motorista da prefeitura, foi mais enfático nas palavras contra o prefeito.

"Esse prefeito Ari Vequi, ele não vai nos intimidar. Ameaça, nós não vamos aceitar. Não vamos ficar com medo de ameaça. Dizer que vai cortar dia, minuto e hora. Corte! Fique à vontade, faça o que você quiser, mas nós não vamos perder nossa dignidade", disse o servidor.

Na última sexta-feira, durante entrevista à Rádio Cidade, o prefeito falou sobre o assunto. Ele disse que não apenas deu o recado, mas cumpriu e que não vai aceitar esse tipo de atitude de servidor, em fazer protesto no horário em que deveria estar prestando serviço, ou seja, trabalhando.

"Não ameacei cortar. Mandei cortar", disse o prefeito na ocasião.

Também entrevista Rádio Cidade, só que nesta segunda-feira (30), o presidente do sindicato dos servidores públicos municipais de Brusque e região, Orlando Soares Filho, admitiu que o servidor estava protestando em horário de trabalho. Ele frisou que não concorda com a postura e que a prefeitura agiu certo em fazer o corte do dia dele, no entanto, afirmou que o protesto é justo e que há muito descontentamento de servidores em relação ao assunto.

Segundo Orlando, o servidor é aposentado, associado ao SINSEB, e tem perfil de ser participativo nas assembleias. Ele estava, inclusive, em uma delas na qual se definiu o estado de greve pelo não repasse de reajuste salarial este ano.

“Estamos guardando o despacho do mandado de segurança. Acredito que essa é uma posição individual dele, pois participou da assembleia. Definimos que iríamos aguardar e coletar um abaixo assinado, que está correndo, para que a definição de um passo a mais, que é a greve, não se torne um ato ilegal. Acredito que não pode ser considerado legal a situação de que uma pessoa que bate cartão e não vai ao trabalho”, frisou.

Orlando acredita que o servidor agiu por impulso. Segundo ele, em relação a um ato de greve, são necessários alguns requisitos. Um deles é informar a prefeitura com 72 horas de antecedência, para que a mesma possa definir quais serviços essenciais não podem ser prejudicados. Ele aproveitou para afirmar que a possibilidade de uma greve, de fato, não está descartada.

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