"As pessoas não têm conhecimento para falar qual é a melhor vacina"

O crescente número de pessoas que tenta escolher a marca de vacina para se imunizado contra a Covid-19 preocupa as autoridades em saúde. Em Brusque não tem sido diferente, explica o secretário municipal da pasta, Osvaldo Quirino de Souza.

“Ontem mesmo cheguei a receber várias ligações no meu telefone particular de pessoas perguntando qual vacina estava disponível, senão não iria se vacinar”, disse ele em entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade, desta quinta-feira (1).

O problema todo gerado por conta disso é que atrapalha a estratégia de deixar maior número possível de pessoas imunizadas. A intenção da secretaria era de atingir mais de 70% da população até a virada do semestre, o que acabo não sendo possível. Além da negativa desta ou daquela marca, também há a demora na chegada de doses em quantidade suficiente para atender todas as faixas etária.

Osvaldo lembra que todas as vacinas foram testadas e possuem índice de efetividade, ou seja, de proteção, acima de 50%. Ele compara o caso a de outras vacinas que são costumeiramente aplicadas nas pessoas sem qualquer tipo de questionamento.

“Antes dessa pandemia, as pessoas eram vacinadas contra tuberculose. Ninguém ia lá perguntar qual é o laboratório que fabricou essa vacina. A Poliomielite, a Save”, frisou ele.

Osvaldo afirma que o momento é delicado porque se tem  carência de doses e, ao mesmo tempo, há a urgência para que mais pessoas sejam imunizadas e se freie o avanço do Coronavírus.

“Isso é de um egoísmo muito grande. Falta de conhecimento. As pessoas não têm conhecimento e condições de falar qual é a melhor vacina. Todas as vacinas oferecidas são preparadas nas melhores práticas da medicina”, desabafa ele.

O secretário afirma que a pessoa que escolhe não tomar determinada vacina disponível terá de esperar até que todas as demais sejam imunizadas. Com isso, deve assinar um termo que abre mão e vai aguardar no final da fila.

“Quando nasce o bebê, o serviço público vai dentro do hospital aplicar a vacina contra tuberculose e outras, gratuitamente. E hoje temos mães se recusando a deixar vacinar o bebê. Isso é um absurdo”, pontuou ele.

 

Dê sua opinião, antes leia os Termos de Uso
Dúvidas ou Sugestões