Pedágio da Apae de Brusque arrecada mais de R$ 39 mil

O dia de sábado (12), amanheceu frio em Brusque. No entanto, mais de 300 voluntários acordaram cedo, deixaram para trás uma manhã de folga e se encheram de esperança para realizar mais uma edição do tradicional pedágio da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Brusque. A ação ocorreu nos principais semáforos do município e alcançou o valor de R$ 39.156,00.

“A diretoria da entidade, professores, colaboradores e, principalmente, os voluntários, deram todo o seu esforço para a arrecadação de um valor acima de nossas expectativas e que será muito bem-vindo ao nosso caixa nesses tempos de pandemia”, destaca o presidente da Apae Brusque, Renato Roda.

Segundo ele, desde a retomada do atendimento presencial na entidade, houve um aumento considerável das despesas com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). “Álcool, máscaras, luvas, vestimentas, coletes e jalecos que são renovados a cada atendimento. Por isso, deixo meu agradecimento especial a todos que se envolveram neste pedágio. Que o coração de todos se sinta recompensado, da mesma forma que está o meu e o de todos os voluntários”, enfatiza o presidente.

 

Voluntários

“Você quer contribuir com o pedágio da Apae?”. Esta foi a frase mais ouvida na manhã de sábado, pelas sinaleiras do município. A presença dos voluntários podia ser avistada de longe, não apenas pelos coletes coloridos, mas pelos sorrisos que estampavam nos rostos. Mais de 300 pessoas unidas por uma única causa: a manutenção de uma entidade que Brusque que todos aprenderam a amar.

Na Ponte Estaiada, ano após ano uma parceria se renova: Edemar Luiz Aléssio (Palmito) e Anselmo Scarduelli. Os amigos perderam as contas de quantos pedágios já participaram. Mas a vontade de ajudar permanece inalterada. “É gratificante ver a generosidade das pessoas, elas entendem que estamos aqui por uma boa causa”, diz Palmito.

A humildade de quem passa por um pedágio social, seja de carro, moto, bicicleta ou até mesmo caminhando, foi enaltecida pelo voluntário. “Alguns sentem constrangimento de contribuir com pouco, mas cada doação, quando somada, faz uma grande diferença. Também existem pessoas que se prepararam e, em cada sinaleira, doam um pouco de valor. Assim, elas incentivam e alegram os voluntários. O importante é que todos contribuem com o maior prazer”, ressalta.

Um pouco distante do centro da cidade, a voluntária Laura Bresciani trabalhava com alegria pela primeira vez no pedágio da Apae. “Cresci vendo minha mãe se doar pelos outros. Ela benzia, fazia garrafada, aplicava injeção nos doentes. Hoje sigo esse caminho e me sinto feliz quando posso ajudar o próximo”, relata.

Laura veio a convite da amiga, Bianca Rudge que por seis anos foi colaboradora da Apae. “Reconheço o trabalho sério desenvolvido pela entidade e o quanto custa acolher e estimular pessoas com deficiência. É preciso ajudar”, relata.

Bianca aproveitou o mês de junho e veio à caráter para uma festa junina, com vestido rodado e colorido. É esta alegria que todos os anos ela traz para o pedágio. “Já fui Batman, já fui Robin, já fui uma palhaça. Isso anima os pais, anima as crianças e anima nossa equipe de voluntários”, pontua. 

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