Brusque deve emitir decreto de estado de emergência em decorrência das chuvas

Os 96,1 milímetros de chuva que geraram transtornos e prejuízos em Brusque, sobretudo no Limeira, devem levar o Executivo a emitir decreto estado de emergência na cidade. Além dos alagamentos, que somaram 105 ocorrências à Defesa Civil da madrugada até o fim da quarta-feira (9), a queda da ponte Prefeito Antônio Heil, no bairro Guarani, motivou a medida.

Os dados foram apresentados durante entrevista coletiva na sede da Defesa Civil de Brusque, no fim do dia. Representantes de diferentes órgãos públicos, além do prefeito Ari Vequi e do vice-prefeito, Gilmar Doerner.

A tendência é que, além de Brusque, afetada por pelo volume de chuvas em um período de seis horas, cidades como Camboriú e Canelinha também endossem o pedido ao Governo do Estado. Para a solicitação, que deve ocorrer nesta quinta (10), é necessário a finalização de relatórios sobre a situação da cidade.

Durante a entrevista também foram detalhadas as atuações de cada setor do poder público no apoio às famílias atingidas ou na manutenção dos locais atingidos. Entre os serviços públicos afetados estiveram a Unidade Básica de Saúde do bairro Limeira Alta e a Escola Alberto Pretti.

O ponto mais afetado da cidade foi o loteamento Dom Nelson, no Limeira Mais de 20 famílias de Brusque foram afetadas pelos alagamentos e, pelo menos, 15 tiveram que ser realocadas para casa de familiares ou amigos. Só de registros de locais alagados, segundo a Defesa Civil, foram 25, além de 11 deslizamentos de terra.  

O volume de água foi tão grande que, segundo o secretário de Obras, Ricardo de Souza, houve dificuldade e a impossibilidade de acesso em alguns pontos do bairro para a manutenção e limpeza. “Só conseguimos entrar por volta das 8h e encontramos um cenário de guerra lá”, relata.

 

Estudo

Outro ponto abordado durante a coletiva foi a necessidade de um estudo focado na bacia do rio Limeira. Segundo o prefeito, o processo já foi solicitado ao estado e o custo do levantamento é estimado em R$ 1 milhão.

Para o prefeito, o crescimento muito rápido do bairro pode ter amplificado os problemas de alagamentos. Na avaliação dele, este é o trecho da cidade considerado mais crítico quanto, e a prioridade no momento é o atendimento às famílias afetadas.

“Nós lamentamos muito o que aconteceu na Limeira, lamentamos muito. É uma situação que eu não gostaria que as pessoas, nossos amigos, brusquenses estão passando. Estamos tentando resolver isso da forma mais rápida possível”.  

 

Nova ponte

A queda da ponte do bairro Guarani foi outro tópico detalhado durante o evento. Tanto o prefeito, Ari Vequi, quanto a secretária de Infraestrutura Estratégica, Andréia Volkmann reforçaram a necessidade de uma nova ponte, dada a impossibilidade de reaproveitar a estrutura existente.

Enquanto a nova estrutura não se concretiza, Vequi destacou a possibilidade de construção de uma passagem provisória para ciclistas e pedestres no local. A recomendação é que, durante o período de manutenção, o trânsito seja deslocado para Ponte do Rio Branco, considerada mais adaptada por ele.

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