“É fácil apontar dedos”, afirma Nik Imhof sobre queda da cabeceira da ponte do Santos Dumont

Em pronunciamento durante a sessão ordinária da última terça-feira, 27 de abril, o vereador Nik Angelo Imhof (MDB) teceu comentários acerca a queda da cabeceira da Ponte João Libério Benvenutti, no bairro Santa Terezinha. O fato ocorreu no feriado de Tiradentes, na quarta-feira 21. Também conhecida como ponte da Bilu ou do Santos Dumont, a estrutura é abrangida pelas obras da Beira Rio Margem Esquerda, realizadas por um consórcio formado pelas empresas Pacopedra, Freedom e Setorsul.
 
“Ainda é cedo para falarmos sobre o que ocasionou a queda da cabeceira. Muitos vão dizer que tiraram material, barro debaixo da sapata, mas tem mais coisas que giram em torno da história dessa ponte, de que maneira ela foi projetada e executada, principalmente a questão da fundação”, disse o líder do governo.  
 
Contexto histórico
 
Em 1999, a ponte ainda nova apresentou deslocamento de pilares e precisou de reforços, conforme recapitulou Imhof. Ele informou também que a prefeitura não dispõe do projeto de construção do empreendimento, executado na década de 1990 por uma empresa terceirizada.
 
“Estão apontando muitos culpados: engenheiros, administradores, gestores. O que quero levantar é a questão histórica. Verificou-se que tinha um estaqueamento. Agora, o que a concessionária e a prefeitura estão levantando é o que ocasionou [a queda], se esse estaqueamento era completo. Será que o problema foi de hoje ou lá de trás, onde não foi executado adequadamente? O desmoronamento se deu por falta de infraestrutura. Mas essa falha não se dá apenas pela escavação, e sim por um contexto que gira em torno dessa infraestrutura”, ressaltou o orador. 
 
“Conheço os engenheiros que trabalham nessa obra, o próprio engenheiro da empresa e sei da idoneidade dele. Ele jamais faria algo se não estivesse amparado de conhecimento técnico. Inclusive, esses engenheiros são conselheiros do CREA [Conselho Regional de Engenharia e Agronomia], foram presidentes do CEAB [Clube de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Brusque]. É fácil apontar dedos, mas temos que fazer uma análise pra ver tudo o que aconteceu historicamente e tecnicamente”, concluiu o emedebista.
 
Apartes
 
“Eu, que sou leigo em engenharia, ouvindo que não existe projeto dessa ponte, só corrobora com um erro do engenheiro. Como é que ele vai cavar abaixo de uma sapata sem que tivesse um projeto dizendo que ali tinha uma estaca, que essa estaca era firme e iria sustentar a ponte?”, indagou em aparte Ricardo Gianesini, o Rick Zanata (Patriota). “Que a conta desse conserto não caia sobre o contribuinte brusquense. Que seja apurado e vá para a empresa responsável”, emendou o patriota. 
 
Natal Lira (DC), por sua vez, lembrou que a ponte da Bilu foi construída por uma associação de bairro. Ele também contribuiu com o debate: “Com certeza, foi feito um projeto que não tinha estrutura, porque se fosse cavar debaixo de uma sapata e tivesse estaqueamento, não aconteceria nada. Ali, ela estava totalmente em cima do barro, não tinha como aguentar. Hoje, estamos procurando culpados, mas se procurarmos o projeto original vamos ver de onde saiu o erro”.
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