Exposição em praça de Guabiruba alerta sobre suicídio

Estudantes da Escola S escolheram a praça Praça Theodoro Debatin, no centro de Guabiruba, para a exposição “Uma Corda, Duas Escolhas”. A tradicional figueira, ficou repleta de flores, que foram confeccionadas pelos estudantes usando cordas.  O objetivo foi chamar a atenção das pessoas sobre a beleza das flores, da vida, destacando a alta taxa de suicídios no município e orientando para a busca de auxílio. 

“Esse projeto (...) vem para mostrar que há outros caminhos para seguir do que apenas desistir e se suicidar. Esperamos que toque de alguma forma no coração das pessoas que passam por ali e seja um incentivo para continuar a viver”, descreveu a estudante Daniele Beatris Schaefer, de 17 anos de idade. A exposição tem ainda um QRCode, que direciona as pessoas para o site criado pelos alunos. Nele há explicações sobre a intervenção e formas de prevenção. 

A ação foi desenvolvida nas aulas de Linguagens, códigos e suas tecnologias, durante um estudo sobre Arte Contemporânea. A ideia foi criar uma intervenção que abordasse temas cotidianos, a diminuição das fronteiras entre a arte e o público (interação), a preocupação com o presente e as novas técnicas de produção e disseminação da arte. 

O artista brusquense, Jo Leoni, descreveu a exposição como “Estética Relacional, que vem justamente propor a arte não mais como um objeto a ser entendido, mas também como um local de experimentação, discussão e participação”. 

Durante as aulas, surgiram ainda outras propostas de ações entre os alunos, tais como a situação atual de pandemia no novo coronavírus; efemeridade da vida, tempo passageiro, preocupações constantes e rotina de trabalhos ininterrupta. 

“O trabalho possibilitou o desenvolvimento de competências socioemocionais por meio da reflexão sobre o momento que estamos vivenciando - permeado de problemas psicológicos - e percebemos a sensibilidade e empatia dos nossos alunos perante as questões sociais. É realmente gratificante ver o conhecimento construído em sala ultrapassar as paredes da escola”, concluiu a professora, Juliana Costa Masera.

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