Em situação considerada complicada, setor do transporte público necessita de subsídios, afirma empresário

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Tarifas, projeções e a adaptação do transporte público urbano e interurbano foram os temas de debate com uma das referências no assunto em Brusque. Os temas foram abordados pelo empresário Hermes Klann, convidado do programa Rádio Revista Cidade desta quinta-feira (29).

Na avaliação do empresário o momento é único para o setor. Exemplifica com a queda no número de funcionários exigida em função da pandemia de Covid-19 nas empresas Santa Luzia, Santa Terezinha e no transporte interurbano. No período o número de passou reduziu praticamente pela metade, passando dos 350 caiu para cerca de 180.

As mudanças de hábito dos usuários do transporte público, afirma, também tiveram impactos na operação das companhias do setor. Entre efeitos mais imediatos, indica a elaboração da tarifa do transporte público. A estimativa é que o serviço opere com defasagem.

“Quando menos passageiro, maior o custo. (...) Quanto mais, menor a tarifa”, exemplifica. A estimativa dele é que o valor médio da tarifa deveria aumentar cerca de 32% para suprir as necessidades do setor.  Pela projeção, os valores praticados deveriam ser superiores aos R$ 6.

Uma saída, segundo ele seria a adoção de subsídios públicos para as empresas que prestam este tipo de serviço. “É uma situação complicada. Eu não vejo saída sem a participação do governo. Não vejo. Infelizmente é isso e isso é muito ruim para as empresas.”

Projeções e demandas

A tendência, pela projeção do empresário, é que o turismo seja um dos principais campos da recuperação econômica do transporte de passageiros. Segundo ele, desde o início da pandemia, o transporte interurbano de pequenos percursos foi o mais afetado.

Apesar do otimismo com o aumento da demanda, Klann não acredita que o transporte urbano siga a mesma tendência ou que volte ao patamar que vivia antes da pandemia. A estimativa é a operação esteja operando pela metade do habitual.

Com o cenário atual, Klann vê a qualidade do serviço de transporte de Brusque como um diferencial. “O sistema de transporte coletivo de Brusque pode não ser o melhor, mas está longe de ser o pior”

De acordo com ele, mesmo antes da pandemia, já havia a demanda por melhorias e aumento de horários, mas os custos tornam as medidas inviáveis. O motivo está na ineficiência de horários e o número de passageiros insuficiente para custear o serviço.

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