“Não foi tirada a estabilidade da ponte por conta das escavações”, afirmou engenheiro

Na noite de quarta-feira (21) por volta das 20h30 a cabeceira da ponte João Libério Benvenutti, conhecida como a ponte da Bilu, ou Santos Dumont acabou caindo. Ninguém ficou ferido. Após o fato diversos questionamentos começaram a serem feitos em relação a motivação do fato. Para esclarecer a prefeitura chamou a impressa para uma coletiva no final da tarde desta quinta-feira (22), no Salão Nobre, onde participaram o prefeito Ari Vequi, a Secretaria de Infraestrutura Estratégica, Andréa Patricia Volkmann, o engenheiro da Pacopedra Obras de Infraestrutura, Cristian Fuchs e o vice-prefeito, Gilmar Doerner.

O prefeito lamentou o fato e disse que o momento agora é de restaurar a estrutura. “Tivemos reuniões hoje, primeiramente vamos fazer a retirada do material que desabou para não comprometer o restante da obra. Também teremos nos próximos dias os laudos técnicos para saber o que levou a queda da estrutura. Queremos buscar a solução e devolver a ponte o mais rápido possível para a comunidade. Graças a Deus não tivemos nenhuma vítima e tivemos apenas danos materiais”, afirmou Ari.

Andrea explicou que foi aberto um processo administrativo para se ter um laudo técnico sobre o fato. “Primeiro teremos que averiguar, saber o que realmente ocorreu para reparar os estragos. Ainda é cedo para falar em valores e responsabilidades. Temos que ver a desmontagem para ver o que poderemos reutilizar. Não temos valores ainda. Em 60 dias a ponte deve estar restaurada e as respostas”, disse ela.

Nas redes sociais uma imagem das escavações nos pilares da ponte circulou, e rendeu especulações. O engenheiro, Cristian, disse que as escavações que foram realizadas conforme a necessidade e com cuidado para não acarretar problemas na estrutura. “Não foi tirada uma estabilidade da ponte por conta das escavações. A informação que tínhamos era de que a ponte tinha estacas naquele local. Quando escavamos para chegar próximo do bloco, chegamos até uma estaca. Então, nós nos sentimos seguros”, comentou.

Segundo ele, foi escavado somente o necessário: cerca de 30 centímetros, sendo que a pilastra tem 2,5 metros. O engenheiro civil também destacou que 80% da obra da Beira Rio Margem Esquerda está concluída. “Posso afirmar que o trabalho de todos os envolvidos é extremamente técnico. Infelizmente tivemos esse infortúnio”, concluiu.

 

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