“Brasil vive guerra política em meio à crise saúde pública”, afirma André Rezini

“A vacina é primordial, a única saída”, defendeu o vereador em discurso crítico ao lockdown como forma de conter o avanço da pandemia de Covid-19
 
Em pronunciamento durante a sessão ordinária desta terça-feira, 16 de março, o vereador André Rezini (Republicanos) refletiu sobre a politização de assuntos ligados à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil, como o lockdown e a vacinação. “A vacina é primordial, não tem como não buscarmos [a vacinação] com agilidade, e isso realmente está nas mãos dos nossos governantes, e nas nossas mãos também, como vereadores, buscando entendimentos, sugestões, ideias, parcerias público-privadas”, disse o parlamentar. 
 
“Hoje, o Brasil está vivendo uma guerra política, isso é muito claro. Logicamente que no meio de uma crise da saúde pública, e estamos vendo claramente dois lados. Há uma fatia de políticos e da imprensa batendo no governo e outra defendendo. Enquanto uma defende o lockdown, a outra quer o comércio, as lojas, as indústrias abertas”, comentou.
 
Para ele, é preciso haver união entre as esferas municipais, estaduais e federal em torno da vacinação contra a Covid-19: “A vacina é a única saída. No momento em que conseguirmos vacinar 40%, 50%, 60% da população brasileira, as coisas vão melhorar muito”, defendeu. 
 
“Todo trabalho é essencial”
 
Rezini se posicionou contra o fechamento de estabelecimentos comerciais e industriais como forma de conter o avanço da pandemia: “Todo trabalho é essencial”, argumentou. “Entendemos que vêm morrendo muitas pessoas - já morreram pessoas muito próximas à gente, que a vida tem que estar em primeiro lugar, mas é um assunto muito complexo pra cada pessoa achar que tem o direito de falar o que é certo ou o que é errado. Hoje, o governador, juiz ou promotor que assinar o lockdown estará assinando uma carta de incompetência, porque já estamos há um ano vivendo essa pandemia e pouco foi feito na Saúde Pública, e dinheiro teve. Se não chegou a cada estado ou município o valor que deveria ter chegado, é uma outra conversa”, afirmou o orador. 
 
“Faltou também liderança a alguns políticos para buscar parcerias público-privadas, se não tinha dinheiro público. Em um ano, teríamos que ter hospitais de campanha em todas as regiões de Santa Catarina. Não conseguimos avançar em leitos de UTI. Tivemos um avanço no Hospital Azambuja, sim, mas foi pouco. Teríamos que ter 20 ou 30 quartos a mais. E isso não é incompetência só de agora, mas já de dez, vinte, trinta anos, porque a Saúde Pública sempre foi um caos no Brasil”, protestou Rezini.
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