(VÍDEO) Projeto atende refugiados estrangeiros em Brusque

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Projeto atende refugiados estrangeiros em Brusque

O projeto de extensão “Proteção e Auxílio aos Refugiados” desenvolvido no curso de Direito do Centro Universitário de Brusque (Unifebe) tem atendido as famílias refugiadas em Brusque. A coordenadora do curso de Direito da instituição, professora Anna Lúcia Martins Mattoso, lembra que o projeto surgiu da demanda de atendimento e apoio aos imigrantes. A ação foi encabeçada pelo coordenador do Laboratório de Cidadania e Educação em Direitos Humanos (LACEDH), Ricardo Vianna Hoffmann, e pelo Núcleo de Prática Jurídica- NPJ, em parceria com os cursos de Pedagogia, Psicologia e Ciências Contábeis.

Acadêmico de Direito e integrante do projeto, Fernando Santana de Castro, em entrevista à Rádio Cidade, esclareceu alguns pontos sobre o projeto, que é desenvolvido desde 2019. "Percebemos inúmeras pessoas no semáforo pedindo ajuda, auxilio em dinheiro, emprego. Então, o projeto vinha ao encontro dessa necessidade”.

Ele explica que com o início da pandemia foi preciso deixar de fazer o atendimento presencial, que antes acontecia na Unifebe. “As nossas demandas mudaram, na verdade, deixando de ser mais técnica e passando a ser mais de assistência. Estamos realizando uma campanha para suprir a necessidade de alimentação dessas pessoas”, explicou.

Quem quiser doar alimentos, roupas, calçados pode entrar em contato pelo telefone (47) 9 97949249.

Fernando salienta que ele ainda mantém contato com as famílias. “Tenho um grupo de WhatsApp que, constantemente, estou em contato com eles, e ali eles reportavam as necessidades, dificuldade na alimentação, no pagar aluguel. Também acabo indo nos domicílios, tomando todos os cuidados de segurança em saúde, mas vou até eles, ouvir e ver cada situação”, relatou.

Por que eles não trabalham?

O acadêmico afirma que, constantemente, recebe questionamentos sobre o ingresso dessas pessoas no mercado de trabalho. Seguidamente, quando ele passa nos semáforos se depara com alguns estrangeiros com cartazes pedindo. “Nós fizemos parcerias com algumas empresas, que pedem currículo e chamam essas pessoas. Só que a maioria dos atendidos não tem documentos, principalmente porque a Policia Federal está com alguns trabalhos suspensos em função da pandemia. Então, as pessoas questionam, tem tanto emprego, porque eles não trabalham e na verdade é muito mais uma questão burocrática, de documentação”, explicou Fernando.

Quantos tem em Brusque

O projeto de extensão “Proteção e Auxílio aos Refugiados”, conforme Fernando, atender cerca de 60 famílias. “Nós temos em média 200 venezuelanos, 150 haitianos, em média 60 famílias. O projeto já atendeu a sírios, marroquino e tinha também uma família da África do Sul, que já não se encontra mais na cidade”, frisou Fernando.

Como eles chegam em Brusque?

Fernando explica como normalmente acontece a vinda dessas pessoas. “Eles entram no Brasil, ali por Roraima e depois acabam migrando para os outros estados, normalmente essas pessoas que vem para cá, elas já conhecem alguém que já está aqui e Brusque por ser uma cidade geradora de empregos, eles acabam se comunicando e vindo para cá”. finalizou.

Live internacional

De acordo com Fernando, uma live com participantes de outros países debateu o tema. Foram cerca de três horas de troca de experiência. “No sábado (13) foi realizada uma live internacional, convidei representantes de vários países como Espanha, Portugal, Equador, Peru, Venezuela, Colômbia, Estados Unidos, Alemanha e Equador para tratar das situações dos imigrantes”.

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