Imigração italiana: "Os fatos e a história por si comprovam isso”

A busca para reverter a lei federal que tirou de São João Batista, da Colônia Nova Itália, o título de berço da imigração italiana no Brasil, concedendo ao município de Santa Teresa, no Espírito Santo, continua. Na semana passada, uma comitiva esteve em Curitiba (PR) para mais uma etapa de conversas, desta vez junto ao cônsul geral da Itália, Salvatore di Venezia.

De acordo com o historiador Paulo Vendelino Kons, durante entrevista ao programa Rádio Revista Cidade desta segunda-feira (1), na Rádio Cidade, a sinalização positiva por parte do representante do país europeu no Brasil deu ânimo para a sequência dos trabalhos.

“Lá (Itália) tem os arquivos de Estado, além dos eclesiásticos. E, certamente, esses registros se encontram no Porto e Gênova, no Museu Nacional da Imigração e da Emigração. E, é claro, os fatos, a história por si comprovam isso”, pontuou ele.

Segundo ele, uma ação judicial está em andamento. Ela busca fazer com que a lei, aprovada pela Câmara Federal e pelo Senado, sancionada pelo presidente da República Michel Temer, em 2018, seja anulada. Com isso, outra missão será a de fazer com que o Congresso aprove nova redação, colocando a Colônia Nova Itália como o berço e não a cidade de Santa Teresa, no Espírito Santo, conforme consta atualmente.

“A ação vai só dizer que eles lá, o povo do Espirito Santo, não pode usar esse título. Mas não pode nos conceder. Quem vai nos outorgar esse título são as duas casas (Câmara e Senado), sancionada pelo chefe do Poder Executivo. É fazer exatamente o mesmo caminho que percorreu anteriormente”, frisou Kons.

A empreitada está sendo liderada pela Associação dos Descendentes e Amigos do Núcleo Pioneiro da Imigração Italiana no Brasil (Adanpib).

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