“Eu levei seis meses para fazer minha casa e perdi em três horas”

Os dias passam e a angústia permanece. As cenas tristes do dia 24 de janeiro vão demorar muito tempo para sair da memória dos moradores do bairro Lageado Baixo e Alto, em Guabiruba. Uma chuva torrencial que deixou suas marcas e muitas lágrimas.

A reportagem da Rádio cidade esteve no local um dia após o fato e retornou depois de uma semana. O cenário agora é de reconstrução, mas muito difícil para muitas famílias ainda. O pedido é de ajuda, agora não somente por alimentos e água, mas por um local para morar.

A assistente social, Neide Luzeti Hort, diz que o trabalho está sendo incansável. “Começamos já no dia 24 a noite o nosso trabalho, direcionando as famílias atingidas para os pontos de abrigo, algumas no primeiro momento decidiram ir para casa de parentes, mas a gente buscou atender elas com colchão, roupas de cama, alimento, água”, afirmou.

Conforme ela tem locais que são impossíveis das famílias retornarem. “A defesa civil e a equipe da prefeitura na quarta-feira subiram os morros e perceberam que havia muitos pontos de risco. Então foi preciso achar um local para abrigar essas famílias, pois elas não podem voltar para as suas residências”.

Cerca de 31 famílias estão desabrigadas (109 pessoas), sendo que 18 famílias estão em casas de parentes (58 pessoas) e 13 estão abrigadas nos dois alojamentos (51 pessoas). Dez famílias (38 pessoas) estão no salão da Igreja São Vendelino e três famílias (13 pessoas) no salão da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Neide salienta que tudo tem sido desafiador. “Nunca passamos por uma situação dessas, nunca montamos abrigo, é algo novo, essa situação e diferente, estamos aprendendo por isso pedimos desculpas por alguma falha, porque também fomos pegos de surpresa, mas estamos nos esforçando para que isso passe o mais rápido possível”.

 

A equipe tem orientado as famílias quanto ao aluguel social, que tem sido uma alternativa, até que algo mais concreto possa acontecer. “A equipe técnica da assistência social está orientando essas famílias, sobre o aluguel social, que pode ser uma saída. Vamos estar auxiliando essas famílias para que consigam um local”, explicou a assistente social.

A realidade de quem perdeu tudo

O morador do Lageado Baixo, Éder Rodrigues, foi uma das pessoas, juntamente com a sua família que ficou desabrigado, ele está alojado no salão da Igreja São Vendelino. Em entrevista à Rádio Cidade ele relembra o fatídico dia 24 de fevereiro. “Estava me arrumando para ir para igreja, era 17h30 e começou a chuva, e começou a descer o morro, nós perdemos as coisas todas, nós somos os últimos moradores então tudo que desceu parou lá”.

Ele afirma que mesmo sendo grato a ajuda de todos, a vontade é ter de novo o espaço para morar. “Agora estamos aqui na igreja, não temos para onde ir. Comprei o terreno, pago todo o mês certinho. Tem horas que tu se mantém em pé, mas tem horas que dá aquela baixa, não é fácil. A gente aqui tem tudo, comida, café, onde dormir, tudo de graça, mas não é isso que a gente quer, queremos ter um espaço nosso, a gente vai trabalhar para pagar”.

Emocionado ele diz que diariamente vai até a casa que construiu. “Eu vou todo o dia na minha casa, de amanhã e a tarde, mas é difícil ver como tudo ficou, não está sendo fácil. Eu levei seis meses para fazer minha casa e perdi em três horas tudo. Eu choro, mas sei que não vai adiantar, criticar os outros também não vai adiantar, só preciso de ajuda”.

Éder relata que uma das dificuldades é alugar devido algumas exigências dos locatários. “As pessoas não querem alugar para quem tem criança pequena, cachorro, gato, querem três meses adiantado, então eu peço que eles repensem isso, a situação é difícil”, finaliza ele.

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