Realizada primeira reunião sobre Plano de Contingência para vacinação na Secretaria de Saúde

Com objetivo de organizar ações e estratégias para a vacinação contra a Covid-19 na cidade, a Secretaria de Saúde de Brusque reuniu na tarde desta segunda-feira (11), os membros do Comitê Gestor criado para elaboração do Plano de Contingência Municipal para Vacinação.

“Fizemos hoje a primeira reunião com esse comitê de crise, vamos assim dizer, para programar essa segunda etapa do enfrentamento ao coronavírus: a vacinação. Reunimos vários representantes da sociedade civil organizada e profissionais de saúde do município, para começar a pensar como vamos colocar em prática o Plano Nacional de Imunização, porque o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, vai colocar um plano, mas temos que atender às peculiaridades locais”, explica o secretário de Saúde,  dr. Osvaldo Quirino de Souza.

De acordo com ele, é necessário realizar o levantamento de dados e a partir dos números estabelecer a melhor estratégia de imunização. “Temos que levantar quantos profissionais de saúde nós temos, quantos idosos, quantos acamados, quantas pessoas são diabéticas, hipertensas, entre outros. Diante desses números vamos começar a pensar quantas unidades de vacinação nós teremos, quantas pessoas vamos precisar em cada unidade vacinadora, como vamos armazenar essas vacinas e com o apoio de quais instituições vamos contar. Creio que já avançamos bastante na reunião de hoje e marcamos então uma segunda reunião para daqui sete dias”, frisa. 

O secretário ressalta que os profissionais de saúde serão os primeiros a receber as doses, pois estão na linha de frente de combate à doença. “No segundo momento, através do escalonamento pré definido, vamos distribuir relativamente o número de pessoas de cada grupo”, destaca.

Souza pede a colaboração da comunidade brusquense, para que respeite todas as etapas da campanha. “Que a população tenha tranquilidade, paciência e calma para acatar a determinação desse grupo de estudo, que não está tomando decisões da cabeça própria, mas sim de um Plano Nacional de Imunização, eu diria até um Plano Mundial. Por isso, pedimos que as pessoas compreendam e respeitem o seu enquadramento. Assim teremos sucesso no nosso plano”, frisa.

É seguro tomar vacina

Durante a reunião também foi comentada a importância de levar informação para que a comunidade saiba que as vacinas são seguras. “Até o momento todos os trabalhos das vacinas, quer seja da AstraZeneca, da Oxford, da CoronaVac ou da Pfizer, que são as três que estão em prioridade aqui no Brasil, todas são extremamente seguras. O que está se levantando agora nesses últimos trabalhos é a eficácia da vacina, ou seja, quantos por cento da população vai ser beneficiada com a vacina, se ela é eficaz ou não, e todos os trabalhos dessas três vacinas se mostraram extremamente eficazes, chegando a valores próximos de 100%. A pessoa que tomar a vacina vai ter uma garantia muito grande de que não vai pegar o Coronavírus por um determinado período, que o fabricante vai dizer ainda se é de um, dois ou três anos”, explica o médico infectologista, Ricardo Freitas.  

Conforme ele, nesta etapa do planejamento estratégico é necessário aguardar as definições do Governo Federal, que ainda precisa definir a quantidade de vacina que vai comprar e se vai permitir que os Estados e Municípios tomem as suas próprias decisões.

“Dependendo do número de doses que vier, a gente já tem um Plano Nacional de Imunização e o município vai respeitar esse Plano, do ponto de vista de atender em um primeiro momento profissionais de saúde e pessoas acima de 74 anos. Depois tem outras etapas que vão ser discutidas paulatinamente, na medida que o quantitativo de vacina vier”, conclui Freitas.

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