Nova ação acusa prefeito eleito e vice de usarem servidores para campanha em horário de expediente

Depois de duas derrotas seguidas no Judiciário de primeira instância, PT, PSB, PV e Podemos entraram com uma segunda ação contra a diplomação de Ari Vequi e Gilmar Doerner com prefeito e vice de Brusque. Desta vez, o argumento é de que sete servidores comissionados do atual governo teriam atuado em horário de expediente para fazer campanha à dupla na eleição deste ano.

Na ação, composta por 16 páginas, o grupo detalha o que considera provas da atuação dos servidores, lotados em setores como gabinete do vice-prefeito (candidato ao cargo de prefeito), Defesa Civil, gabinete do prefeito e Secretaria de Educação.

A Ação de Investigação Judicial (Aije) foi protocolada pelos advogados Artur Antunes, que preside o Partido Verde (PV), Paulo Cesar Portalete, Cícero Eduardo Visconti, Geraldo José Duarte, Danilo Visconti e Heinz Roberto Lombardi, presidente do Podemos.

O documento foi protocolado ontem, quarta-feira (16). A diplomação dos eleitos está marcada para esta quinta-feira (17), por meio online.

PT, PV, PSB e Podemos sofreram dois reveses esta semana em relação ao caso. Na ação anterior, o grupo pedia abertura de investigação eleitoral sobre o uso das dependências e estrutura econômica da Havan pelo empresário Luciano Hang em favor de Ari e Gilmar na campanha. A medida foi negada pela juíza Clarice Ana Lanzarin, que indeferiu, também, pedido de revisão de sua própria decisão através de embargos declaratórios encaminhados ontem.

Assim como na ação anterior, os partidos pedem a suspensão do ato de diplomação de Ari e Gilmar, bem como que assuma o presidente da Câmara de Vereadores o cargo de prefeito em 1º de janeiro.

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