"Se a secretaria quiser fazer, faça, mas terá as consequências”

Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Brusque (Comusa), Júlio Athanázio Gevaerd se manifestou sobre a decisão do Hospital e Maternidade Dom Joaquim de não aceitar a proposta financeira para montar um Centro de Tratamento Pós Covid-19. Para o conselheiro, a proposta feita para a Secretaria Municipal da Saúde para o hospital teve como objetivo buscar uma forma de viabilizar o repasse de valores de emendas parlamentares federais destinadas ao hospital, mas que caem na conta do Fundo Municipal de Saúde.

Gevaerd afirma que muitos hospitais no país receberam recursos. O problema não está nisso, mas no uso do dinheiro, que é exclusivo para o tratamento do Covid.

“O Hospital Dom Joaquim recebeu em torno de um milhão e duzentos mil reais. O que o hospital tem feito é receber o paciente, diagnosticar se ele tem Covid e encaminhar para o Azambuja. Não faz um tratamento. E como tem que prestar contas das emendas parlamentares vindas, então eles propuseram, lá no mês de outubro, a possibilidade de atendimentos pós Covid”, disse o presidente do Comusa.

Ainda segundo ele, o hospital enviou uma proposta em que se propunham a montar o local para esses atendimentos, bem contratar os profissionais necessários. Depois, foi encaminhada uma segunda proposta, de seis parcelas de R$ 83 mil para a cobertura do tratamento.

“O Conselho procurou pessoas da área para fazer avaliação daquilo que eles propuseram. Por exemplo, para comprar um expriometro, aparelho para saber a capacidade pulmonar, que custa em torno de US$ 1,2 mil, a solicitação foi de seis parcelas de R$ 7 mil. Algo descabido, não tem como aceitar algo assim”, frisa Gevaerd.

Ainda de acordo com o presidente do Comusa, a direção o hospital apontou despesas excedentes de energia elétrica e, para custear isso, solicitou seis parcela de R$ 2,5 mil, o que totalizaria R$ 15 mil, além de R$ 6 mil para água, R$ 36 mil para material de limpeza e higiene.

“Então, esse tipo de situação o Conselho, não é que vedou, o próprio Ministério da Saúde diz que não pode. (..) O Conselho não está vetando nada. Se a secretaria (de Saúde) quiser fazer, faça. Mas, aí terá as consequências”, finaliza ele.

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