Mulheres negras na política: Demarcar esse espaço nada tem a ver com reforçar o racismo”, afirma Marlina

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“É importante sim ressaltar a presença das mulheres negras. Demarcar esse espaço nada tem a ver com reforçar o racismo”, afirma Marlina

A Câmara de Vereadores de Brusque terá muitas caras novas a partir do dia 1º de janeiro. Uma delas é a Marlina Oliveira Schiessl (PT), 37 anos. Concorrendo pela primeira vez ela foi eleita com 753 votos e será a única mulher a ocupar uma cadeira no legislativo.

Em entrevista a Rádio Cidade ela afirmou que está na política cerca de três anos. Marlinda também comentou sobre os desafios dessa nova etapa de sua vida. “Os desafios começam quando a gente fala que são 15 cadeiras e teremos apenas uma mulher. A população teve a oportunidade, tivemos muitas mulheres aqui em Brusque dispostas e mesmo assim mantivemos um cenário historicamente masculino. Eu sou a sexta mulher eleita na história de Brusque. Espero que eu possa inspirar e ampliar esse espaço no futuro”, afirmou.

Sobre a mulher negra na política, a vereadora eleita, afirma que é preciso falar disso. “Eu sou uma mulher negra, e demarcar esse lugar é extremamente necessário. Porque nós estamos saindo de um lugar de invisibilidade e não falar sobre isso é reproduzir a invisibilidade. Historicamente nós negros e negras e todas as outras minorias sociais estamos em lugares de exclusão, então demarcar é um ato político, inclusive. É importante sim ressaltar a presença das mulheres negras, é importante quantificarmos. Demarcar esse espaço nada tem a ver com reforçar o racismo, a discriminação. Ao pautar, ao identificar a pessoa como negra a gente não está reproduzindo o racismo, muito pelo contrário, o que reproduz o racismo é a invisibilidade”, explicou ela.

Confira a entrevista completa com Marlina.

 

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