Cloroquina em Brusque: veja quem receberá primeiro o remédio

A Secretaria de Saúde de Brusque incluiu o medicamento Cloroquina no protocolo de tratamento para Covid-19. O remédio já foi comprado e a Prefeitura aguarda a entrega pelo fornecedor. Uma quantidade menor chegará na cidade pelo Ministério da Saúde.

Em um primeiro momento, o novo protocolo é destinado a pacientes idosos, obesos, hipertensos e diabéticos, que são grupos prioritários, que têm tido um desfecho mais grave da doença - com internação e eventualmente óbito.  

Desde 23 de março, o Centro de Triagem para Sintomáticos Respiratórios está montado no pavilhão da Fenarreco. Os pacientes acolhidos no local, que é exclusivo para pessoas que apresentam sintomas como febre, tosse, dor de cabeça ou falta de ar, recebem medicação de acordo com a sintomatologia apresentada. O protocolo inclui anti-inflamatório, analgésico, antibiótico e corticoide. 

“Com o advento da Cloroquina na regional e no estado vamos acrescentá-la ao protocolo municipal. Trata-se de um medicamento bastante controverso, que não tem uma eficácia 100% comprovada contra o Coronavírus. Talvez funcione para alguns, talvez não funcione. Mas talvez seja um alento para as pessoas que vamos considerar como prioritárias para o tratamento, que são as pessoas que sabidamente têm um risco maior de adoecer pelo Coronavírus e vão ser contempladas com essa droga”, explica o médico infectologista, Ricardo Freitas.   

De acordo com ele, para a prescrição da Cloroquina serão realizados exames prévios. “Temos um protocolo prévio para saber se a pessoa tem condições de usar o remédio ou não. Em princípio um eletro, talvez exame de sangue, mas precisa ser algo muito ágil porque não podemos perder tempo em prescrever ou não o remédio”, ressalta. 

Segundo o infectologista, o protocolo pode ser alterado conforme novos estudos forem realizados. “Se daqui um tempo surgir evidências de que outra droga possa funcionar melhor certamente vamos adaptar o protocolo de acordo com os estudos que vão sendo feitos. Hoje não temos nada concreto sobre eficácia de medicamento. São tentativas e protocolos de estudos em outros locais, que colocamos em prática aqui”, esclarece. 

Sobre o medicamento Ivermectina, Freitas explica que não recomenda a inclusão nos protocolos do município. “Não recomendo este medicamento no protocolo, pois não consta em bula a eficácia dele para essa doença. Seria muito leviano do Poder Público gastar dinheiro público com esse medicamento neste momento. Poderia ter implicações futuras, porque não há evidências de que o remédio funcione. Fica a critério do médico prescrever para quem ele achar necessário. Se a Anvisa colocar em bula que o remédio funciona para Covid, há a possibilidade do Poder Público adquirir. Neste momento não”, destaca. 

Sobre a Cloroquina, o médico comenta que também não consta em bula sua eficácia para Covid-19, mas existe um protocolo do Ministério da Saúde que autoriza o uso desta droga. “Ou seja, do ponto de vista jurídico é seguro para o poder público utilizar”, completa. 

O infectologista também alerta a população sobre a automedicação. “É algo muito complicado. As pessoas misturam remédios, chás naturais e podem ter um evento adverso. Já tive paciente que tomou duas, três vezes a mesma vacina, porque achava que aumentava a eficácia e foi parar na UTI”, conta.

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