"Vejo uma questão política de abafamento do Procon no país"

Fabio Roberto de Souza, ex-diretor do Procon de Brusque, foi o entrevistado desta terça-feira (30) do programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade. Na ocasião, além de falar sobre os desdobramentos da pandemia do novo Coronavírus, seus reflexos na sociedade e os rumos que a mesma deve tomar em todos os setores, Souza falou sobre a atuação do Procon, órgão no qual atuou por 15 anos e seu papel perante a sociedade.

De acordo com ele, o Brasil se diferencia em relação aos demais países pela atenção que dá ao consumidor. O poder de polícia confere à estrutura condições de intervir e mudar situações que afetam e prejudicam diretamente o consumidor. Ele citou exemplo de Brusque, que em investida contra operadoras de telefonia conseguiu fazer com que se implementassem várias antenas de transmissão do sinal na cidade.

“Pegamos um telefone de cada uma delas e fomos pela cidade. Testamos  em cada região. Instalamos, com isso, mais de 20 antenas em Brusque”, relembra ele, que era diretor do órgão na época.

Na avaliação de Souza, os agentes públicos buscam uma maneira de sufocar a atuação dos Procons. A cada mudança de governo se coloca pessoas que não possuem desde conhecimento até a atenção e importância dadas ao que o órgão representa.

“Normalmente, muda prefeito, muda diretor do Procon, e eles acabam colocando qualquer pessoa, que não veem o Procon com a importância que ele tem. Vejo uma questão política de abafamento do Procon em todo o país”, disse ele.

Souza ficou no órgão por 15 anos: entrou na gestão do ex-prefeito Ciro Roza e saiu em 2014, no governo Paulo Eccel. Atualmente, atua no setor jurídico da rede de lojas Havan.

“O Procon tem como fazer muita coisa, mas ele precisa ser compreendido pelo agente público”, pontua ele.

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