Hospital de Azambuja comemora 118 anos de fundação

Hospital Azambuja celebra 118 anos de fundação

Unidade de saúde referência na região acompanhou as mudanças sociais e a evolução da medicina ao longo dos anos

 

O Hospital Arquidiocesano Cônsul Carlos Renaux – Hospital Azambuja comemora nesta segunda-feira, 29 de junho,  118 anos de fundação. Uma trajetória de dedicação à comunidade de Brusque e região, em prol da saúde e do bem-estar da população.

História

A instituição tem origem na fundação da ‘Santa Casa de Misericórdia’, que iniciou seus trabalhos em 1901, e posteriormente gerou, além do hospital, o asilo, hospital psiquiátrico e orfanato. De acordo com os registros históricos, os trabalhos iniciais de atendimento à população de Brusque em suas enfermidades foram realizados em especial pelas Irmãs da Divina Providência, a partir de 1902, com a inauguração do Hospital. “Não havia médico nesta época em Brusque e elas eram as responsáveis por fazer os procedimentos, onde muitas vezes faltavam medicamentos. Elas deixaram a sua pátria, a Alemanha, para vir para cá onde se instalaram, para realizar esse importante trabalho, onde se dedicaram de corpo e alma para atender as pessoas da comunidade”, ressalta o Padre Nélio Roberto Schwanke, diretor administrativo do Hospital Azambuja.

No cargo desde 14 de janeiro de 1984, Pe. Nélio também relembra que a trajetória da unidade de saúde foi marcada por muitas dificuldades, em suas mais variadas esferas, e que o auxílio da comunidade foi fundamental para a manutenção dos serviços prestados pela instituição, em quase 120 anos de história. “O hospital sempre caminhou, passou por grandes desafios, mas sempre tivemos o apoio da comunidade, que fez o Hospital Azambuja chegar onde está hoje. E esse mérito é de todos: das irmãs, dos médicos, dos padres, dos colaboradores e da população, já que sozinho não fazemos nada”, comenta.

O diretor administrativo também enaltece o nome de alguns médicos que dedicaram seus serviços ao longo de muitos anos atendendo a comunidade da região no hospital, como o saudoso Dr. Carlos Moritz, e Dr. Emílio Niebuhr. “Assim como eles, houveram muitos profissionais que marcaram a história do Hospital. Com o passar dos anos, outros médicos foram se integrando, compondo nosso corpo clínico com as especialidades que temos hoje. Assim, a população não precisou mais se deslocar para outras cidades, como era feito há alguns anos, em busca de tratamentos que hoje já temos disponíveis aqui”, detalha.

Novos espaços

Outro ponto destacado pelo diretor administrativo do hospital é em relação as obras de melhorias da instituição, que ao longo dos anos têm sido realizadas, ampliando não apenas sua estrutura física como também as novas especialidades médicas, procedimentos e exames. 

“Fico contente em ver o hospital hoje, com tantas especialidades, com tanto bem que foi feito ao longo do tempo. Houve erros e falhas, mas só erra quem tenta e faz. O hospital nunca chega a um ideal, pois a medicina e os equipamentos médico-hospitalares evoluem muito rápido. Mas temos que sempre nos esforçar para chegarmos em um melhor patamar, olhar para frente, para o futuro, e acompanhar as evoluções médico-científicas”, acrescenta.

O diretor administrativo do Hospital também espera que para o futuro a instituição possa evoluir cada vez mais, oferecendo serviços de qualidade à população da região de Brusque, e acolhendo todos que ali buscam atendimento. “O Hospital não pode parar e esperamos que ele possa sempre acompanhar as mudanças necessárias. À comunidade de Brusque, a diretoria do Hospital Azambuja, as Irmãs da Congregação Apóstolo Sagrado Coração de Jesus, aos colaboradores e todos aqueles que prestam serviço ao hospital, o nosso muito obrigado pelo esforço e dedicação até aqui, em função da saúde da nossa cidade, na busca do alívio da dor e sofrimento a todos que aqui chegam”, completa padre Nélio.

Ações

Em relação às recentes obras de reforma e ampliação, que estão sendo realizadas na unidade hospitalar, em especial após a campanha de arrecadação entre empresários da cidade, o administrador do Hospital Azambuja, Evandro Roza também explica que alguns dos espaços que receberam obras de ampliação e revitalização já estão em funcionamento, como a recepção principal e o pronto-socorro; além da nova Capela, reinaugurada no último dia 19 de junho. Anexo à recepção principal, também foi feita uma área de café, em parceria com a empresa Sassipan, que já está atendendo a população.

Outra novidade prevista ainda em 2020 é a Hemodinâmica, que poderá realizar 30 exames diagnósticos por mês e dez exames terapêuticos, incluindo uma parceria com a Secretaria Municipal. “Assim os pacientes do SUS não precisarão mais sair de Brusque para realizar procedimentos, como Cateterismo, já que a Hemodinâmica contará com um dos mais modernos equipamentos do país”, detalha Roza.  A obra ainda está em execução.

O Centro de Parto Normal, voltado à mulher e às gestantes de alto risco; e a UTI Neonatal, com previsão de dez leitos, também são obras em andamento, assim como o Centro Cirúrgico, que está sendo ampliado de cinco para oito salas. Já a nova sala de espera para os setores da UTI e do Centro Cirúrgico tem previsão para ser concluída em agosto.

O número de leitos da UTI Adulta também foi outra conquista do Hospital, que agora aguarda o retorno do Ministério da Saúde para a autorização do credenciamento dos dez novos leitos de UTI voltados exclusivamente para o tratamento da Covid-19, e que no futuro poderão ser a segunda UTI da instituição, totalizando 20 leitos.

Atendimentos

Atualmente o Hospital Azambuja conta com um corpo clínico de 130 médicos, de diversas especialidades, 50 plantonistas que atuam na UTI, pronto-socorro e ambulatório, e 470 colaboradores, com uma média de 7 mil atendimentos por mês, somente no pronto-socorro.

Livro

A história do Hospital Arquidiocesano Cônsul Carlos Renaux poderá ser conferida com mais detalhes na obra 'História da Santa Casa de Misericórdia e Hospital de Azambuja', escrita pelo Padre Eder Claudio Celva.

O livro conta os primórdios dos atendimentos aos doentes, desde os primeiros anos da colonização de Brusque, a partir de 1860. Além disso, fala do importante papel dos padres, como Pe. Antônio Eising, Pe. José Sundrup e Pe. Gabriel Lux, e das irmãs da Congregação Divina Providência, vindas da Alemanha para o tratamento aos enfermos, até a chegada dos primeiros médicos na cidade.

Da mesma forma, através de depoimentos e documentos, Pe. Celva narra as dificuldades encontradas ao longo da trajetória, da consolidação Santa Casa até a fundação e concretização do Hospital, em passagens que destacam o fortalecimento da fé da comunidade, intrínseca à história da instituição.

O livro deverá ser lançado com a inauguração da Hemodinâmica do Hospital Azambuja, ainda em 2020

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