Pesquisa: 72% dos pais temem enviar filhos às aulas presenciais

Uma pesquisa feita com pais de alunos de escolas privadas mostra que 72% deles não se sentem seguros em mandar os filhos de volta para as salas de aulas presenciais. O levantamento foi feito pelo Sindicato das escolas Particulares de Santa Catarina (Sinepe), que ouviu 42.345 pessoas por conta do anúncio do governo estadual de autorizar a volta do serviço a partir de agosto.

O motivo da resistência é o risco de contágio do Covid-19. Muitos possuem pessoas com saúde delicada em seus lares e isso tem contribuído para a negativa. Os números contrastam com levantamento feito junto a diretores e gestores de escolas do setor. Segundo os dados, 75% destes profissionais se mostram, favoráveis o retorno das aulas presenciais.

Para o padre Claudio Marcio Piontkewicz, vice-coordenador do Núcleo das Instituições Educacionais da Associação Empresarial de Brusque (Acibr), a  pesquisa revela a necessidade de se ouvir as famílias, principalmente os pais, antes de se elaborar um protocolo de retorno das atividades presenciais.

“Queremos que voltem as aulas, mas os pais não vão mandar os filhos. E aí ficamos numa condição muito vulnerável”, destaca ele.

A sugestão dada por ele é de que se faça uma pesquisa na segunda quinzena de julho para medir a opinião dos pais sobre o assunto. Isso por conta de que, pelo autorização do governo, as aulas poderão retornar a partir de 2 de agosto.

“Para que possamos tomar as decisões e nos embasarmos e dados técnicos, científicos e não em achismos”, pontuou ele durante reunião entre representantes do poder público e da classe empresarial realizada ontem, quinta-feira, na Unifebe, e que tratou das ações para retomada das atividades econômicas na região.

Ele lembrou que o estudo se faz necessário para que se evite de as aulas serem interrompidas novamente após a retomada. Desde o dia 19 de março, todas as formas de aulas presenciais estão proibidas em Santa Catarina por conta da pandemia do Coronavírus.

“Imagine uma turma, onde alguém é constatado (com Covid19). Essa turma se afasta, a escola toda se afasta. Não somente a escola, mas todos os envolvidos”, frisou ele.

Além dessa preocupação, as escolas privadas têm outras duas: a presença da tecnologia e a inadimplência.

Sobre o primeiro, elas terão de se adequar a uma nova realidade. A adesão cada vez maior a plataformas tecnológicas para adaptar o ensino é uma delas. A mesma pesquisa feita pelo Sinepe, segundo Piontkewicz, mostra que os pais estão satisfeitos com o modelo de ensino à distância e online utilizado atualmente.

Já em relação ao segundo ponto, a pandemia fez com que crescesse o número de inadimplentes. Mesmo diante das propostas de negociações feitas entre as partes, os efeitos econômicos da pandemia também se mostram preocupantes em relação ao custeio de mensalidades e outros serviços.

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