Rogério Lana: "Hoje se tem um produto que pode ser vendido"

Apesar da suspensão de dois contratos de patrocinadores por conta da pandemia, adiando o repasse das cotas para 2020, o Brusque Futebol Clube tem boas perspectivas financeiras para manter as contas em dia. Até o final do ano, sendo retomadas as competições, deve haver um superávit nos cofres na casa de R$ 1,2 milhão. Palavras do diretor financeiro, Rogério Lana, em entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade.

O dinheiro diz respeito à Copa do Brasil. Isso contando com o retorno da competição e que o Brusque passe para a próxima fase diante do Brasil, de Pelotas. Além desse montante, o valor de repasse das transmissões de TV do Campeonato Catarinense, cuja última parcela ainda não foi paga pela Federação Catarinense (FCF), na casa de R$ 91 mil também vai ajudar.

“A cota de TV foi suspensa e o valor de placas, na casa de R$ 17 mil, vai entrar. Em torno de R$ 120 mil que não entraram no cofre nos últimos dois meses”, destaca Lana.

São números que mostram que o Brusque Futebol Clube vive um bom momento não apenas dentro de campo, mas nas finanças também. Apesar do adiamento do repasse de cotas de dois patrocinadores para 2021, por conta da crise financeira causada pela pandemia do Coronavírus, as contas estão em dia. As reservas conquistadas com as vagas nas fases da Copa do Brasil estão custeando boa parte da folha de pagamento de outros custos, como alugueis: o clube tem 20 imóveis locados e precisa desembolsar o dinheiro mensalmente.

“Hoje, o percentual que não vamos arrecadar nesses três meses (de pandemia) é de algo em torno de 80% dos patrocínios”, afirma.

Dívidas trabalhistas

O Brusque possui em torno de R$ 2,3 milhões em valores a pagar de ações trabalhistas. Elas dizem respeito a contratos com atletas e funcionários de anos passados. Mensalmente, para cumprir acordos feitos com as justiças do trabalho no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o Brusque deposita a quantia de R$ 24 mil.

“Tudo isso é um planejamento. Não dá para deixar à deriva. Se deixar, a coisa começa a ficar incontrolável”, frisa ele.

Profissionalização da gestão

Rogério Lana conta que o processo de profissionalização da administração do Brusque Futebol Clube está em andamento. Uma das medidas é a busca por formar um grupo de captação de patrocínios fora da cidade e região. Inclusive em outros estados. O título da Série D do Brasileiro e a vaga para a C deram visibilidade ao clube. O Brusque se tornou um produto bom para ser ofertado.

O objetivo é de deixar para trás o apoio de empresas simplesmente por conta da amizade e sim, que elas apostem no produto como forma de divulgar suas marcas.

“Ainda não temos uma equipe profissional. Precisa e é urgente que tenhamos um grupo de captação. Hoje se tem um produto que pode ser vendido”, destaca Rogério Lana.

Atualmente, o clube possui cinco empresas que investem dinheiro em cotas de patrocínio. Destas, duas pediram para adiar o repasse para 2021. Um impacto direto nas finanças, pois o dinheiro dos patrocinadores representa cerca de 80% do dinheiro que entra no caixa do clube.

“É um valor bastante alto. O Brusque não é um clube que tem muitos patrocinadores”, reforça, afirmando que, apesar da crise momentânea por conta da pandemia e dos jogos interrompidos, a expectativa é das melhores.

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