Azambuja será vistoriado na sexta, mas custo de UTIs preocupa

Uma equipe da Regional de Saúde de Blumenau, do governo do estado, vai estar em Brusque na sexta-feira (16) para avaliar o hospital de Azambuja com o objetivo de credenciar leitos de UTI. Apesar de parecer uma boa notícia, a situação está preocupando a administração do hospital. É que o custo de manutenção dos leitos é alto, fica acima de R$ 300 mil mensais e não há garantia de contrapartida do próprio governo estadual.

“Não está claro se o estado vai pagar um valor fixo ou se é por produção. Ou seja, você não tem paciente que gera essa produção, mas o teu médico está lá”, afirma o administrador do Azambuja, Evandro Roza.

Em um cálculo feito a pedido da reportagem Cidade, ele estima que esse custo, com 100% de ocupação dos leitos, ficaria, atualmente, em R$ 325 mil. Isso para manter a estrutura de dez deles.

Em tese, segundo Evandro, a conta poderia fechar se houvesse garantia de entrada financeira. Isso porque o governo do estado paga, em média, R$ 1.600 a diária por leito. Com 100% de ocupação, daria em torno de R$ 480 mil. Se for 80% de ocupação, o valor chega a R$ 384 mil.

“Fica muito no limite. Não vai ter prejuízo. Mas não temos essa certeza de que em junho vão pagar e em junho você já tem que pagar o plantão”, pontua Roza.

Somente com o valor dos médicos plantonistas, a conta chega, em um mês, a algo próximo de R$ 100 mil. O custo fixo, incluindo outros gastos, se aproxima de R$ 200 mil.

Na tarde desta terça-feira (12), o secretário de Saúde da Prefeitura de Brusque, Humberto Fornari, disse em entrevista coletiva à imprensa que o deslocamento de pacientes de Brusque para UTI com Convid-19 para outras cidades se deve por não haver leitos o suficiente no município e ter sido uma decisão do governo do estado em março.

Segundo Fornari, o hospital de Azambuja não teria aceito a proposta de dispor de leitos exclusivos para atender a pacientes com a doença.

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