Internação de pacientes com Covid em outras cidades é decisão do governo estadual

O secretário da Saúde de Brusque, Humberto Martins Fornari, explicou esta tarde o porquê de pacientes com Covid-19 serem transportados para outros municípios ao invés de serem atendidos na própria cidade. Tudo, segundo ele, se deve ao planejamento de distribuição de vagas de UTI feito pelo governo do estado ainda no mês de março.

Segundo Fornari, Brusque possui, hoje, nove leitos de UTI no hospital de Azambuja. Porém, os espaços não são destinados exclusivamente para pacientes de Covid-19. Com essa situação, sempre que houver a lotação dos leitos por pacientes de todos os tipos de doenças, quem apresentar quadro grave por conta do Covid-19 terá de ser encaminhado a outras cidades.

“Eu sei que é difícil nossos entes serem transferidos para outras cidades. Mas tenho que entender que o contingenciamento feito naquele momento trouxe para nossa cidade um outo hospital”, frisou Fornari.

A estratégia de distribuição dos leitos de UTI para atender cada cidade foi montada em 30 de março pelo governo do estado. Naquela data ficou decidido que o hospital de referência a atender Brusque em casos de Covid seria o Oase, em Timbó.

Segundo Humberto Fornari, o Ministério da Saúde acabou anunciando o credenciamento de apenas um leito para a região de Brusque. A direção do hospital de Azambuja foi procurada para tratar do credenciamento, mas condicionou isso ao governo custear a estruturação dos espaços. Isso porque o leito teria de ser usado, exclusivamente, para pacientes de Covid-19. Com a negativa do governo estadual, ficaria inviável a Prefeitura arcar com esse custo.

“É impossível, nós como Prefeitura, mesmo que caísse de paraquedas, fazermos a compra desses aparelhos. Porque sabemos que o Ministério Público nos proíbe de fazer a compra e aparelhos no momento em que estão sobrando leitos”, disse o secretário.

O governo do estado disse que faria a verificação dos leitos para o credenciamento de vagas de UTI na unidade. Porém, mais tarde suspendeu a verificação, baseado na informação de que o hospital não teria esses leitos.

Fornari disse que o Plano de Contingência do governo do estado foi montado sem qualquer discussão com os secretários municipais. O hospital Oase foi escolha feita sem a opinião do município.

Além do hospital em Timbó, outros da região estão credenciados para atender a pacientes com Covid-19: Santo Antônio e Santa Isabel, em Blumenau, e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Gaspar. Este último conseguiu o credenciamento ao alugar equipamentos e apresentar toda estrutura montada ao Ministério da Saúde. Juntos, eles possuem 134 leitos. Destes, 18% apenas estão ocupados.

Segundo o secretário de Saúde, ontem, segunda-feira (11), o governo do estado pediu que cidades que possuem equipamentos como respiradores e outros que possam auxiliar no atendimento a pacientes com Covid-19 cedam ao mesmo. O objetivo é de que possam ser disponibilizados a cidades que enfrentam dificuldade. Entre estes itens estão respiradores e monitores cardíacos, além de profissionais treinados.

Humberto Fornari explicou que, em um primeiro momento, os pacientes infectados por Covid-19 serão atendidos no Azambuja. A internação de UTI, caso o hospital brusquense esteja com capacidade lotado, terão que ser transferidos para o Oase, em Timbó.

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