"Estamos aguardando outros ônibus que estão para chegar"

O comandante da Polícia Militar de Brusque, tenente-coronel Otávio Manoel Ferreira Filho, afirma que a corporação tem conhecimento de outros ônibus que transportam pessoas de outras regiões para Brusque e estão para chegar ao município. Por conta disso, e em função de essa ação estar desrespeitando o decreto estadual que proíbe a circulação de transporte coletivo de pessoas em todo território catarinense, a PM vai agir com mais rigor.

“Está proibido. Estamos aguardando outros ônibus que sabemos que estão para chegar em Brusque”, disse ele em entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade, na última sexta-feira (7).

O comentário se refere a ação deflagrada na semana que passou, na quarta-feira (5) para ser mais preciso. Na oportunidade, um ônibus que se deslocava da região Norte do país trazia pessoas para várias cidades de Santa Catarina, incluindo Brusque. Ele foi abordado na área central da cidade e os responsáveis detidos pela Polícia Militar que os aguardava juntamente com o setor de saúde da prefeitura.

“Conseguimos abordar, foi lavrado TC (Termo Circunstanciado) em desfavor dos motoristas. Não recolhemos o ônibus porque não temos pátio licitado, pois a licitação vendeu em fevereiro e estamos sem”, disse Otávio.

O caso do ônibus flagrado não é o primeiro que a PM toma conhecimento. Segundo o comandante do 18º Batalhão, há algum tempo que se tem chegado várias denúncias sobre ônibus que fazem transporte interestadual de pessoas. O problema é conseguir dar o flagrante. E nesses veículos, muitas vezes, assegura o policial, há pessoas que não chegam com boas intenções.

“Recebemos várias denúncias, desde antes da pandemia. Em virtude de muitas vezes virem pessoas de vários estados, vêm os bons cidadãos, que querem mudar de vida, ou que querem aprontar, estão sendo caçados por outros criminosos”, frisou ele.

Na avaliação de Otávio, deveria haver um trabalho em conjunto das polícias que são responsáveis pelos acessos ao estado, montando barreiras nas fronteiras, o que diminuiria e muito o trabalho dos municípios em controlar esse tipo de ação.

“O próprio estado deveria procurar um convênio com a Polícia Rodoviária Federal para fazer uma barreira. (...) Para que profissionais da saúde, apoiados pela PM possam fazer. O estado poderia procurar tranquilamente a Polícia Rodoviária para montar uma barreira e coibir esse translado”, destacou ele. 

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