Mãos que se unem para ajudar famílias necessitadas

Ajudar a quem precisa, independente de onde e a hora que for. Essa é a filosofia que move um grupo de pessoas que resolveu se juntar em Brusque há dois anos e tem dedicado atenção a amenizar o sofrimento e as necessidades de muitas famílias carentes. É o ‘Mãos que ajudam Brusque’.

Tudo começou quando a cabeleireira Araci Campos e a recepcionista Daniela Tórmena resolveram dedicar um pouco do tempo que tinham para ajudar pessoas carentes. Elas integravam um grupo que realizava ações, como festas e eventos para arrecadar fundos e auxiliar famílias carentes. Resolveram que precisavam ir diretamente nas pessoas que precisavam. E assim fizeram.

“Fizemos pelo fato de poder ajudar o próximo. Infelizmente, tem pessoas que somente pensam em si”, conta Daniela.

A ideia ganhou corpo e outras pessoas foram se juntando. Das duas, de início, hoje são 28. Elas se comunicam em um grupo criado no WhatsApp. É ali que trocam informações sobre pessoas que precisam de algo. E essa necessidade ai desde alimentos, roupas, móveis, até medicamentos. Quando dá, cada um tira do próprio bolso. Ou busca apoio com outras pessoas que não fazem parte do Mãos que ajudam, mas estão dispostas a colaborar.

“Eu peço mesmo. Se precisar, vou e peço. Não tenho vergonha”, relata Araci, que se divide entre a clientela no salão que tem em casa e as idas e vindas a todos os cantos da cidade para levar e buscar donativos.

Há quem não esteja próximo fisicamente, geograficamente, mas tamém auxilie. É o caso de Suelen Tórmena Klann, Rodolpho Oliveira Calone e Kátia Lane Carvalho. Eles moram na Flórida, Estados Unidos, mas participam ativamente com doações ao grupo. Principalmente com o envio de dinheiro oara ajudar na compra de ítens. 

O grupo procura ajudar em tudo que é possível. Roupas, alimentos, material escolar e até indicar vagas de emprego para quem busca recolocação e não consegue.

Somente este mês, o grupo já auxiliou em torno de 20 famílias. Nesta sexta-feira, por exemplo, oito sacolões foram entregues a famílias que estavam necessitadas.

Entre estas famílias, a do Jorge Lucas e da Gisele. Eles chegaram recentemente do Pará e precisavam da ajuda com mantimentos. “Uma amiga minha indicou o grupo, que está nos ajudando com roupas e mantimentos”, comenta ele.

A dedicação em ajudar nem sempre tem histórias alegres. O engenheiro civil Jonas Martins sabe bem disso. Sensibilizado com situações que vivenciou com crianças portadoras de câncer, resolveu ajudar da maneira que podia. Ele acompanhou o sofrimento da família da pequena Brendha Valentina França, de quatro anos, que faleceu vítima da doença. Foram idas e vindas atrás de auxílio como alimentos e outros itens para ajudar a família naquele momento.

“Quando a gente consegue, é gratificante ver o sorriso no rosto das pessoas”, afirma ele, que passou a integrar o grupo recentemente.

O grupo procura selecionar bem cada pessoa que entra para ajudar. Não basta querer, tem que ter aprovação dos membros. Da mesma forma, não é qualquer pessoa que pode ajuda que recebe. Antes, é preciso verificar se, de fato, está passando por necessidade.

“Tem muitas pessoas que se aproveitam, sim”, comenta a servidora pública Ana Claudia Drosdosky, que faz parte do grupo.

Além de alimentos, roupas e outros itens que são de necessidade para quem precisa, o grupo também guarda dinheiro para custear outras necessidades. Como pagar faturas de luz ou mesmo comprar algum medicamento que alguém precise, mas não tem condições de pagar.

Foi graças a essas doações que o grupo conseguiu ajudar, dois anos atrás, um jovem de outro país, que se acidentou no trânsito de Brusque, a voltar para a casa, na Colômbia. Mais de R$ 8 mil foram arrecadados para pagar a passagem dele e da mãe que veio ao Brasil busca-lo.

“Nós fazemos brechó de roupas usadas e o dinheiro arrecadado colocamos nesse cofrinho, para essas situações”, relata Araci.

Quem tiver interesse em ajudar o grupo com doações, pode entrar em contato com a Araci. O telefone/WhatsApp é o (47) 984878437.

“Qualquer um que queira ajudar será bem vindo”, diz Daniela.

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