Hospital busca se adaptar à queda na procura de atendimentos

O hospital de Dom Joaquim consegue se manter em atividade, sem complicar os atendimentos, em um período de até três meses. A informação foi dada pelo admnistrador da unidade, Raul Civinski, e pela enfermeira chefe, Vera Lucia Civinski, durante entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade. O motivo é que o hospital registrou queda significativa de atendimentos ambulatoriais neste período de pandemia.

Os dados da administração mostram que a procura da população diminuiu em todos os serviços prestados entre a metade de março e o início deste mês. Conforme os números, a média de atendimento via Sistema único de Saúde (SUS) de algo na casa dos 290 para 80. O mesmo foi observado no atendimento particular (privado), caindo de algo na casa de 100 para pouco mais de 30.

As cirurgias eletivas foram todas suspensas por ora por conta de determinação do governo do estado.

“Nosso grande mote que temos conveniado com a Secretaria de Saúde da Prefeitura são as cirurgias eletivas. Desde os meados de março, a partir do dia 10, não fizemos nenhuma cirurgia via SUS”, pontua a enfermeira Vera Lucia Civinski, chefe do setor no hospital, ciando que isso se repete em outros tipos de procedimentos cirúrgicos que são realizados no Dom Joaquim.

A média é de duas cirurgias diárias, contrastando com o número antes da pandemia, que ultrapassava as 20. O que tem sofrido pouco efeito da pandemia são os atendimentos na maternidade.

Apesar da situação de queda significativa nos atendimentos, o hospital optou por não reduzir o quadro de funcionários. Muitos receberam férias ou reduziram a jornada de trabalho, sem diminuição de salários.

“Neste momento, estamos tendo gasto excessivo com equipamentos de proteção que, inclusive, tiveram preço elevado: estão aumentando de preço a cada semana que passa. Na parte administrativa, conseguimos manter todos os contratos”, aponta o administrador do hospital, Raul Civinski.

Segundo ele, alguns recursos destinados da esfera federal têm aliviado a situação financeira da unidade. Recurso de emendas parlamentares, por exemplo, que já estão no caixa ou que se encontram em trâmites para liberação. Ou seja, estão empenhados e devem ser liberados em breve.

“Hoje, é difícil de precisar o valor, pois ele não vem de maneira muito pontual. Mas temos um valor interessante que conseguimos manter o hospital com uma retaguarda para manter tudo funcionando”, cita Raul.

Sem afirmando que se as cirurgia seletivas não retornarem logo, o hospital começará a se complicar financeiramente para se manter em três ou quatro meses.

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