60% das empresas têxteis de Brusque poderão demitir

Quase 60% das empresas do setor têxtil na região de Brusque devem demitir nos próximos meses. Número bem maior do que os 10%, aproximadamente, que já realizou desligamentos de funcionários por conta dos efeitos da pandemia. A afirmação é da presidente da Associação Empresarial de Brusque (Acibr), Rita de Cássia Conti.

Segundo ela, os números são fruto de um levantamento feito pelo Sindicato das Indústrias do Vestuário (Sindvest), o qual ela também preside. Além das demissões, até o momento, 47% das empresas do setor optaram por apenas suspender os contratos por hora, baseados na Medida Provisória 936, editada pelo governo federal.

“Mas isso não quer dizer que não exista a pretensão dos empresários de enxugar seus quadros por conta de uma crise forte que estamos vivendo”, pontua ela.

A pesquisa apontada por Rita foi feita com 37 empresas do setor na cidade de Brusque após o início da pandemia e das medidas de isolamento impostas pelo governo do estado. A situação só não é pior ainda porque muitas delas encontraram um mercado de última hora para abastecer, o de saúde, com a confecção de máscaras, jalecos e itens de proteção.

“A indústria se reinventou. Precisava dar uma resposta rápida”, comenta ela.

O apoio do governo através de medidas de crédito, no entanto, não está chegando na velocidade necessária para socorrer os empresários. Principalmente os micro e pequenos. A burocracia tem sido, mais uma vez, a maior inimiga.

No caso das empresas da região, a dependência econômica de áreas como São Paulo e Rio de Janeiro para escoar a produção está sendo um problema. Como o comércio de lá está fechado, não há para onde vender. Isso tem trazido reflexos direto no faturamento das fábricas situadas em Santa Catarina, especialmente em Brusque, Guabiruba e Botuverá.

“Como ainda está parado o comércio, não há fluidez para se colocar o escoamento no auge do inverno”, frisa a empresária .

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