Empregados protestam contra empresa por salários atrasados

Um grupo de funcionários da empresa Favo Malhas realizou nesta segunda-feira (27) um protesto por conta de atraso de salários. O manifesto ocorreu em dois momentos: pela manhã, na sede do sindicato laboral (Sintrafite) e à tarde, no pátio da própria empresa, no Bairro Nova Brasília, em Brusque.

O protesto reuniu cerca de 50 dos 300 empregados que a Favo possui atualmente. Eles estão com as atividades paralisadas há algumas semanas, a pedido da empresa, segundo disseram no local. E não recebem há quase dois meses.

O sindicalista Anibal Boettger, presidente do Sintrafite, conta que há casos de empregados que estão para receber parte do salário de fevereiro, além do monte inteiro referente ao mês de março. O de abril, cuja folha fecha esta semana, não tem garantias de ser pago.

“Isso já vem de um bom tempo. Não é de agora”, disse ele no local à imprensa.

O empresário João Beuting, proprietário da Favo, disse à reportagem que os valores que estão em atraso são de março. Por conta de a empresa não estar faturando com a crise provocada pela pandemia do Coronavírus. São Paulo é o mercado para onde boa parte dos produtos que saem da empresa tem destino. Como tudo naquela região do país está com atividades paralisadas, os reflexos são imediatos no que a empresa vende.

“Dependemos 85% de São Paulo, 10% de Goiânia e 5% aqui da região. Tem muitos funcionários que estão revoltados. Semana passada tivemos uma reunião no sindicato e explicamos tudo isso. Não sei porque o sindicato faz isso”, frisa ele, afirmando que a dívida em atraso gira na casa de R$ 600 mil.

O manifesto na frente da empresa durou cerca de uma hora e foi interrompido após chover.

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