Demora nas regras provoca dúvidas em academias e profissionais

O governo do estado autorizou esta semana o retorno das academias ao trabalho a partir desta quarta-feira (22). Apesar da liberação, até a noite desta terça-feira (21), muitos estabelecimentos ainda guardavam dúvidas sobre como proceder.

O empresário Alex Sandro Landeira é proprietário de uma academia em Brusque. Apesar de o sistema de atendimento ser diferente da maioria, pois os alunos são atendidos de forma personalizada, com quantidade de limitada por professor, a dúvida era grande.

“Mesmo assim, aguardamos as diretrizes. Acredito que devam fazer algum tipo de limitação por metragem de estabelecimento”, disse ele em contato com a reportagem antes de o governador anunciar as regras de retorno do segmento.

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Landeira disse que a demora na confirmação dessas regras deixou muita gente aflita. Apesar de o anúncio de que as academias poderiam retornar às atividades ter sido feito na segunda-feira (20), o pouco que se tinha de orientação sobre como proceder veio de entidades ligadas ao setor, como o Conselho de Educação Física.

“Para nós, talvez não seja tão difícil de controlar. As academias de maior porte trabalham com horário de maior pico e, talvez, tenham algum tipo de dificuldade para lidar com essa situação”, destaca o empresário.

Mas não é só as academias que mantém aflição e dúvidas com as regras sobre o retorno. Profissionais que atendem alunos individualmente também esperam por mais clareza nas regras sobre como poder trabalhar. A personal trainer Eliane Schossler é uma destes. Sem trabalhar desde o dia 19 de março, ela afirma que apesar da paralisação, a maioria das academias já vem se preparando para o retorno há alguns dias.

“Sempre tive a esperança da liberação para a retomada das atividades físicas, pois viso elas como questão de saúde e um auxílio às pessoas nesse momento de crise”, pontua ela.

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Eliane antevia as regras divulgadas pelo governo, como limite de espaço entre pessoas, higienização dos equipamentos antes e depois do uso pelos alunos, entre outros. Mas além de cumprir todas elas, a preocupação que também deve tomar conta é a dos prejuízos financeiros.

“Teve muito prejuízo essa parada. Não apenas no nosso setor, mas em tantos outros. Acredito que ainda não será possível contabilizar. Vai depender da volta à rotina e dos clientes nas academias”, frisa ela.

A reportagem tentou contato com várias academias da cidade de Brusque na tarde de terça-feira para saber sobre o retorno às atividades. Porém, até o fechamento desta reportagem não havia conseguido sucesso.

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