O desafio das aulas à distância para alunos e professores

A pandemia do Coronavírus vem mudando drasticamente a rotina de todos. Um dos setores que mais sentiu e de forma direta é o da educação. Com a suspensão das aulas presenciais em Santa Catarina até 31 de maio, alunos e professores estão tendo que se adequar à realidade do ensino à distância. Porém, mesmo quem já está habituado com a tecnologia está se vendo diante de inúmeros desafios.

É o caso da estudante Brendha Faian (16), que frequenta o Colégio Ivo Silveira, em Brusque. Ela cursa o segundo ano do ensino médio e já realiza as atividades online desde que o sistema foi liberado. O computador e o celular são rotina no seu dia a dia e, até aí, nenhum problema com a tecnologia. Mas nem por isso ela deixa de se deparar com desafios para cumprir a agenda de tarefas enviada pelos professores.

“Andei conversando com pessoas da minha escola e de outras escola se a dificuldade é quase a mesma. São muitos trabalhos e tarefas ao mesmo tempo. Mais do que quando é aula presencial. Nós não estamos acostumados com o Google Clasrrom (ferramenta utilizada pela rede estadual) e, muitas vezes, quando estamos desenvolvendo uma tarefa e professor de outra matéria, de outro dia, está mandando trabalho. Daí temos que acumular”, desabafa ela.

Brendha acredita que quando as aulas presenciais retornarem haverá a necessidade de se revisar todo o conteúdo que for ministrado de forma virtual e à distância.

“As matérias de exatas, por exemplo. Não é explicado da mesma forma como estamos acostumados. Creio que não só nós, os alunos, mas também os professores estamos muito confusos”, pontua ela.

Implantação de modelo exigiu força tarefa ágil

O diretor do Colégio Estadual Feliciano Pires, Carlos Eduardo Marinho, afirma que a situação toda é um desafio também para os educadores. A unidade, há um envolvimento massivo de todos para que as atividades cheguem até os alunos. O colégio precisou fazer uma mega operação para dar conta de executar o modelo.

“Tínhamos a meta de não deixar ninguém para trás. Então, elaboramos levantamentos diários para alcançar a todos. Foi um grande esforço conjunto que envolveu pais, alunos, professores e demais profissionais da escola”, frisa ele, afirmando que ainda há muitas dúvidas existentes. Elas dizem respeito a fatores como logística, acesso e interpretação para aqueles que não estão realizando as aulas online.

No Colégio Feliciano Pires, um dos maiores da cidade, foram feitos 110 atendimentos para retirada de material impresso esta semana. Segundo o diretor, cerca de 95% dos alunos estão utilizando a plataforma online para a realização das aulas.   

Contato presencial é importante no processo de ensino, afirma educadora

Diretora de outra grande escola estadual, o Ivo Silveira, Bibiana Celina Simas afirma que tudo é novidade e os professores estão tendo que se reinventar para ministrar as aulas.

“Acredito que o trabalho online é importante sim, mas na sala de aula, o contato, a presença, o professor são importantes. O trabalho precisa acontecer”, comenta ela.

No Ivo Silveira, 100% dos professores estão recebendo as capacitações do governo do estado para que as aulas sejam ministradas. Em torno de 852% dos estudantes estão recebendo as aulas online. Os que não possuem acesso à internet estão recebendo as aulas com a retirada de materiais impressos, entregues na unidade sob hora marcada.

“Que possamos retornar às nossas escolas o mais breve possível e todos bem. Enquanto isso não acontece, tentaremos trabalhar dessa forma para que nossos aluno seja atendido”, finaliza ela.

Professor espera que processo online seja irreversível

Para professor Alcino Muller, a educação está dando um salto de qualidade com o modelo em execução, apesar de ser uma medida paliativa. Ele afirma que há estudos que apontam a presença dos jovens na internet em um tempo médio de seis horas por dia. Com o tempo, os próprios alunos vão perceber que é possível estudar à distância sem perder a qualidade do conteúdo.

“Espero que não tenha mais volta. Que mesmo com o presencial, não se abandone mais o online. O problema maior é com os alunos que não têm acesso a internet. Eu tenho 12 turmas, preciso preparar 12 aulas online e mais 12 para os alunos que não têm acesso”, afirma ele.

Parceria com o Google

As aulas na rede estadual de ensino estão sendo ministradas por um sistema criado pela empresa de tecnologia Google. O aplicativo utilizado é o Google Clasrroom. O acesso pode ser feito tanto através do desktop em notebooks e computadores de mesa quanto em celulares e smartphones. Na plataforma, os professores inserem as atividades e os alunos executam. Tudo com prazo definido.

Em algumas atividades, é possível se responder no próprio formulário do aplicativo. Mas há casos em que o estudante precisa resolver a atividade e enviar um comprovante, como foto da tarefa executada. É o caso das aulas de artes, com elaboração de desenhos, por exemplo.

O acesso ao sistema se dá através de loguin e senha. O loguin é o número da matrícula do estudante, seguido do endereço @estudante.sed.sc.gov.br. A senha inicial, que pode ser trocada depois, é a data de nascimento da criança, como dia, mês e ano em numeral.

Abaixo e nas fotos anexo é possível conferir o passo a passo de como fazer o acesso.

ACESSO

Pelo computador ou notebook

Acessar o site www.gmail.com

Inserir o loguin (número da matrícula@estudante.sc.gov.br)

Abrirá tela de conta no Gmail, onde os matérias serão enviados  e podem ser acessados clicando no link de cada um.

 

Pelo celular ou smartphone

Ir no Play Store ou Google Play e baixar o aplicativo Google Classroom

Inserir os dados de loguin e senha

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