(VÍDEO) Mau cheiro, moscas e cobras: o drama na DJ 36

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Mau cheiro, moscas e até cobras. Essa é a situação de moradores de um trecho da Rua DJ 36, no Bairro Dom Joaquim. Tudo por conta do esgoto que desemboca em um terreno naquela área.

O espaço, pertencente a uma empresa privada, deverá ser transformado em um loteamento. Mas enquanto isso não ocorre, o odor do esgoto vai incomodando quem mora ali. Como o seu Valor Boing, que mostrou a situação esta semana para a Rádio Cidade.

“Isso já é de anos que está esse esgoto a céu aberto. O ex dono do terreno abria um pouco a vala, mas depois que ele entrou em negócio (vendeu) a vala fechou e está de um jeito que até Deus dúvida”, desabafa ele.

Ele afirma que procurou tanto o poder público quanto os proprietários do imóvel para tratar do assunto. A resposta é de que é necessário esperar, pois o terreno será loteado e toda a obra executada.

A dona Maria Boing, esposa do seu Valmor, conta que fica difícil suportar o mau cheiro em, dias de muito calor. Principalmente ela que possui um familiar com saúde delicada em casa.

“Tenho minha mãe doente aqui em casa. Aí, à noite eles não deixam ninguém dormir. A pessoa já está doente e ainda com pernilongo junto é triste”, comenta ela.

Família capturou cobras no quintal por causa do problema

Evelin Batista, também moradora, passou ficar com medo por outro motivo: cobras. Nas últimas semanas, duas delas foram encontradas no quintal de casa. Tudo por conta do mato que cresce sem parar no terreno aos fundos da residência da família.

“Fico muito preocupada, também, por causa de meu filho ser pequeno. Ele tem seis anos de idade. O cheiro é insuportável. Até porque antes era um pouco distante, mas agora está quase encostado no muro”, afirma ela.

O que diz o proprietário do terreno

O empresário Sirlei Hoffmann, um dos proprietários do terreno, conversou com a Rádio Cidade por telefone esta semana. Ele disse que está ciente do problema e vem buscando resolver o mais rápido possível. Há oito meses, ele e um sócio assumiram o imóvel, onde há a intenção de se construir um loteamento.

Segundo o empresário, o esgoto que cai ali é jogado pelos próprios moradores das casas no entorno e não há muito o que se fazer, já que a cidade não tem sistema de tratamento.

Hoffmann disse, ainda, que já se prontificou a custear os tubos para que a Prefeitura execute obra no espaço, mas ainda não houve retorno a respeito.

Prefeitura afirma que está cuidando do caso

O secretário de Obras da Prefeitura, Ricardo de Souza, disse que o assunto está na pasta sendo tratado. No entanto, a burocracia para que a Prefeitura autorize a execução de obra em um imóvel particular trava tudo.

“É um problema mexer com córrego natural e em terreno particular. Mas isso está sendo visto, sim. Agora, tem uma resolução nova, que permite tubular trechos de até cem metros de comprimento entre uma tubulação e outra. (...) A própria Fundema tem o poder de autorizar”, frisa ele, afirmando que será feito uma conversa com os moradores em breve para resolver o problema.

Enquanto isso não acontece, as famílias vão convivendo com a dificuldade de manter, inclusive, as portas e janelas abertas por conta do mau cheiro.

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