VÍDEO: “Seria estranho se tivesse no palanque com Ciro Roza”

A Rádio Cidade começou nesta quinta-feira (12) a série de entrevistas com pré-candidatos a prefeito de Brusque na eleição deste ano. O ex-prefeito Paulo Eccel (PT) abriu o espaço, que irá ao ar uma vez por semana, no mesmo dia. Eccel governou a cidade dos anos de 2009 a 2012 e de 2013 a 2015, quando foi cassado sob acusação de abuso de poder econômico.

Afastado do cenário desde 2018, quando concorreu a deputado estadual e obteve a segunda suplência do partido (fez 13.750 mil votos), Eccel reaparece como nome do PT para a disputa de outubro. Desde que foi cassado, em abril de 2015, ele disse que aproveitou para refletir sobre a vida pública e se voltaria a ela ou não.

“Nesse período, vivi uma das melhores fases no aspecto pessoal. Isso faz bem, essa fase e afastamento. Poder curtir a família, passeando, poder estar mais na praia. Acho que nunca tinha me permitido na vida fazer isso”, disse ele.

O retorno

A volta à política se deu através de alguns siais que foi observando. O primeiro deles foi uma pesquisa que teria sido feita por alguns partidos em 2019, na qual o nome do ex-prefeito aparecia bem cogitado, apesar de toda situação negativa de seu partido em nível nacional e da votação obtida em 2018 para a Assembleia Legislativa (Alesc).

“Recebi aquela informação surpreso, porque, de fato, nesse período de governo municipal pouco me manifestei”, declarou, afirmando que frequentemente encontrava nas ruas pessoas que  falavam a respeito do que se viveu quando ele era prefeito.

Momento do ódio

Para o ex-prefeito e pré-candidato, o Brasil vive um momento de culto ao ódio.  Política é o maior alvo e isso não é normal. “Não é possível a convivência com esse ódio. Tem que haver harmonia, alguém que volte a aglutinar sentimento às pessoas”, prossegue, afirmando que isso foi forte em 2018 e prejudicou seu desempenho nas urnas. Porém, houve uma redução significativa desse sentimento em relação ao município, onde as pessoas sentem de maneira mais direta os problemas.

Eccel afirma que sua aposta está justamente nas diferentes formas de governos de quando ele era prefeito os que o sucederam. As pessoas tendem a comparar e isso lhe traz boa expectativa muito grande para a eleição deste ano. A própria experiência de dois mandatos, anda que um deles interrompido, reforçam essa expectativa.

““Não é possível fazer política com fórmula mágica”.

Aliados para a eleição

O ex-prefeito afirma que o partido não terá candidatura com chapa pura para a eleição deste ano. Há conversas com vários partidos, embora não tenha dito quais. Apesar de dizer que a legenda não usa o discurso de que não conversa com este ou aquele, deixando aberto o diálogo para qualquer que tenha interesse em se juntar ao projeto, uma ressalva é clara:

“Seria muito estranho se tivesse no palanque com Ciro Roza”, frisa ele.

Eccel acredita que a eleição terá entre seis e oito candidatos este ano. Com isso, a chance de o vencedor obter mais de 50% da votação é bem menor. O que torna o governo que assumir em janeiro de 2021 algo sem bom respaldo.

“Diminui a representatividade, o apoio popular, a força que aquele administrador tem. Se chego para governar com votação de mais da metade da população, chego com confiança da população”, destacou.

Eccel diz que mesmo sendo eleito prefeito, caso venha a disputar, em um partido cujo presidente da República é declarado inimigo do PT, ele afirma que fará seu papel e estará em Brasília direto. Uma referência o governo Bolsonaro, declarado inimigo dos petistas.

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Entrevista com Paulo Eccel, pré-candidato do PT à Prefeitura"
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