Confusão na sessão da Câmara de Vereadores de Brusque

A indignação tomou conta de um homem na sessão desta terça-feira (10) da Câmara Municipal de Brusque. Ele, inclusive, foi advertido a se acalmar para não ser retirado do local pelo presidente da casa, Ivan Martins (PSD). O motivo: as explicações do diretor-presidente do Samae, Dejair Machado, sobre a situação do reservatório de água no Bairro Azambuja.

Machado falou, durante 20 minutos, a respeito do assunto. A ida dele ao Legislativo se deu a partir de Requerimento de autoria do vereador Claudemir Duarte (PT), o Tuta. O objetivo era de que explanasse sobre a segurança ou não da estrutura, localizada no Loteamento Bruschal, alvo de reclamações e de atrito entre a autarquia e moradores do entorno no início do ano.

“Alguém, de uma forma irresponsável, ou por desconhecimento total de causa, começou a colocar nas redes sociais que aquilo lá tinha sido feito de forma desordenada, sem projeto e estava lá em uma situação que poderia causar desastre ecológico”, disse ele.

Ele voltou a dizer que há um laudo da Defesa Civil atestando que a estrutura é segura.

“Nem o Samae, em os engenheiros que fizeram o projeto, nem os que fizeram os as sondagens iriam fazer uma obra em uma situação eu pudesse, eventualmente, causar algum problema. Temos projetos, sondagens, o laudo da Defesa Civil”, frisou, sendo interrompido aos gritos por Gerson Antonio Knihs, que estava na plateia.

Após intervenção do presidente da casa, alertando Knihs sobre a regra de não se manifestar, Machado reagiu.

“No grito, o senhor não vai ganhar. Aqui não. Se o senhor está acostumado a ganhar no grito, aqui é dentro do Regimento Interno”, respondeu.

Após o discurso e a responder questionamentos de alguns vereadores, Machado deixou o plenário. Momento em que Knihs começou questionar o laudo da Defesa Civil, dizendo que o mesmo era inverídico e mentiroso. Na saída, em conversa com a imprensa, ele voltou a contestar todas as colocações de Machado.

“O que queríamos saber ele não explicou nada. Simplesmente induzindo todo mundo ao erro. Tenho aqui o laudo da Defesa Civil e é outra palhaçada. Eles identificaram uma torre de celular como sendo o reservatório”, disse ele.

O tumulto só não foi maior porque alguns vereadores acalmaram o homem, afirmando que uma comissão formada por eles está já tratando do caso.

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