Psicóloga policial Aline explana sobre o projeto ‘Proteja uma Criança’

Toda ação preventiva é bem-vinda, e dessa vez as profissionais, psicólogas policiais, Aline Pozzolo Batista e Cristina Weber com o apoio da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) realizarão o projeto denominado Proteja uma Criança. Participam também como estágiarias do projeto, Emelly Caroline Stolfi, Larrisa Venâncio e Letícia Rezende. A Rádio Cidade conversou com Aline e ela destaca como funcionarão as atividades. Confira

RC: O que é o projeto ‘Proteja uma Criança’?

Aline: Ele propõe um plano de ações voltadas a prevenção dos casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. Esse projeto tem três eixos de atuação, o primeiro é a oferta de oficinas para o adultos que convivem com crianças em seu fazer profissional ou mesmo em ambiente doméstico, ou para aqueles que estão interessados em conhecer mais sobre o tema para que eles recebam conhecimento qualificado para que eles compreendem e recebam técnicas de conhecimentos e atuem como orientadores dessas crianças. O segundo eixo é oficinas voltadas diretamente para as crianças, no sentido de ensinar a criança as partes do corpo, ensinar o valor que esse corpo tem, que elas não devem aceitar atos que não sejam coerentes com a sua faixa etária, vamos trabalhar isso com as crianças por meio de contação de histórias, de atividades lúdicas, teatros, para que a criança consiga se defender em situações potencialmente abusivas. E o terceiro, seria a oferta de palestras, e meios públicos e privados que falem sobre a prevenção desses casos.

RC – Como é a manifestação da crianças quando está sendo abusada?

Aline: A revelação que antecede a denúncia por parte da criança é sempre uma situação delicada para toda a família. Sabemos que a criança ela tem medo, por diversas razões, porque está sendo ameaçada pelo autor, ou porque teme a reação da família. É uma situação que no geral gera medo, vergonha, então a revelação é sempre um momento delicado, tanto para criança, quanto para o adulto que recebe a revelação, primeiro por não acreditar no que ouve, as vezes por não saber o que fazer com essa informação. No geral a denúncia ela ocorre muito tempo depois da violência sexual, isso porque as vezes a criança demora a entender o que se trata aquilo. Então com a oficina para adultos e criança, queremos fortalecer a revelação para os dois lados.

RC – O propósito de trabalhar com os adultos e também as crianças?

Aline: Primeiramente pensamos em fazer só com adultos, mas depois decidimos incluir as crianças. Serão quatro encontros com os adultos, e no final esperamos que eles consigam fazer o trabalho que nós também vamos fazer com as crianças, então a intenção é que eles possam atuar como orientadores dessas crianças, e multiplicadores de ações de prevenção na comunidade".

RC – Cronograma do projeto:

Aline: Nós ainda não temos data, nós discutimos o início para o final do mês de abril para a primeira oficina, a ideia que sejam feitas três oficinas até julho, e que consigamos fazer uma para as crianças.

RC – Inscrições:

Aline: Nós temos as redes sociais, tem o Instaram, Facebook e lá repassamos todas as informações, como data e horário e como fazer as inscrições. A gente espera que a comunidade se mobilize e no ajude nessa causa.

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