VÍDEO: ponte danificada e ribeirão preocupam moradores

Dois problemas estão afligindo moradores da Rua Sebastião Rossinsky, no Bairro Águas Claras, em Brusque. Um é a situação de uma casa construída próximo do ribeirão, cuja erosão ameaça derrubá-la. O outro é a ponte que dá acesso a cerca de dez residências, cuja estrutura danificada está oferecendo risco à população.

O seu Rogério Rossinski, por exemplo, é um dos moradores mais antigos e afirma que o problema da ponte vem causando receio às pessoas de passarem, inclusive, a pé.

“A cabeceira estourou toda. A cada trovoada que dá é um perigo, porque pode descer a cabeceira toda. Não é só trocar a vigas, precisa fazer uma ponte nova”, afirma ele.

Poucos se arriscam a passar e os que o fazem é por pura necessidade. Os veículos de transporte escolar, por exemplo, param na via principal, a Santa Cruz, e as crianças são levadas a pé até atravessarem a ponte. Ele, seu Rogério, afirma que p problema é de vários anos.

Além da estrutura da ponte, existem outros mais graves. Como o risco que vive a casa do seu Gilmar Sampaio. A erosão causada pela água do ribeirão que passa nos fundos está aumentando o risco de que a casa desmorone. Ele já está correndo atrás de ajuda na Prefeitura desde outubro do ano passado, mas nenhum sinal de que o problema possa ser resolvido logo.

O seu Gilmar já se prontificou até a custear a obra de enroncamento para agilizar a solução. Mas até isso está sendo dificultado, segundo ele.

“A Defesa Civil esteve aqui, fez imagens e, não sei por qual motivo, demoraram um certo tempo. Houve uma nova tromba de água muito forte e já corroeu bastante o leito do ribeirão”, pontua ele.

O secretário de Obras Ricardo de Souza, disse à Rádio Cidade que tudo depende de questões jurídicas para que a Prefeitura possa autorizar que o morador realize o serviço, que seria a aquisição de pedras para o enroncamento. Como a Prefeitura precisa utilizar maquinário do poder público, é necessário levantamento jurídico sobre isso para que não se cometas alguma irregularidade.

“Teria que ter uma autorização do gabinete (do prefeito), para que déssemos as pedra e ele a mão de obra, e tal. Só que tem que ter um parecer jurídico, da possibilidade de ser feito esse acerto”, frisa, afirmando que assim que houver essa liberação o setor executará o serviço.

O coordenador da Defesa Civil, Carlos Alexandre Reis, disse que o órgão emitiu parecer sobre a urgência da obra no ribeirão para evitar problema mais grave com a residência.

Sobre a situação da ponte, tudo depende da secretaria de Obras. A Defesa Civil orientou a execução dos serviços e testes realizados apontam que ela pode ser utilizada sem riscos.

“Fizemos a interdição dela, temporária. O Obras foi lá e fez uma medida paliativa. Agora, eles vão retornar para fazer uma nova cabeceira. A princípio, a ponte está liberada para uso. Foi feito teste com caminhão”, pontua ele.

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