Pai de menor acusa Acapra de mentir no caso da gata atirada no rio

O pai de um dos menores envolvidos no ato de maus tratos a uma gata no final de semana em Brusque, e que divulgou vídeo no momento em que levava o filho na Delegacia de Polícia Civil, acusou a Associação Brusquense de Proteção aos Animais (Acapra) de ter mentido sobre algumas situações relacionadas ao caso. Ele contesta informações divulgadas de que o animal estaria esperando filhotes, bem como de os menores terem forçado a gata a ingerir bebida alcoólica.  

A Rádio Cidade fez contato com ele após o ocorrido. Ele disse que, ainda na manhã de domingo (16), começou a receber vídeos e notícias veiculadas pela imprensa sobre o ocorrido. Assim que tomou conhecimento da participação do filho, o levou até a delegacia. Lá, gravou o vídeo em que pede desculpas à comunidade e afirma que o menor vai arcar com as consequências do ato de ter participado da ação contra o animal.

“(...) Me indignei, pois jamais esperava participar dessas imbecilidades. Com tal repercussão, já de cabeça quente, tomou uns tapa (o filho) em casa e levei pra Delegacia, pois não estou criando pra mim e, sim, para o mundo”, disse ele em contato com a Rádio Cidade.

Ele afirma que a gata não foi salva pela Acapra, conforme teria sido divulgado pela entidade, e, sim, pelos próprios donos, conhecidos da família. Além disso, um segundo vídeo, em que menores aparecem dando bebida alcóolicas a um gato, teria sido registrado em outra região da cidade, segundo ele, e não tem relação com o caso.

“A gata é castrada. Falaram que tá prenha, quase ganhando filhotes. E insiste em falar da bebida, sendo que é outro vídeo (...) Se provarem que foi dada bebida ao animal ou se ela está prenha, doarei R$ 120 mil reais à Acapra, sendo 12 meses no valor de R$ 10 mil reais”, pontua ele.

Ele prossegue dizendo que confia no trabalho da Polícia Civil de Brusque e espera que tanto seu filho quanto os amigos sejam punidos pelo ato que cometeram. No entanto, diz aguardar que o que foi dito de forma inverídica também tenha consequências para quem o fez.

“Mas também quero ver as providência a serem tomadas sobre as mentiras faladas pela Acapra”, disse ele.

A Rádio Cidade fez contato com a Associação Brusquense de Proteção aos Animais (Acapra) esta manhã. O presidente da entidade, Moacir Giraldi, disse que não foi ele quem atendeu o caso e sim outra voluntária, e que ela poderia passar mais detalhes acerca dois caso. A emissora tentou falar com ela, mas não obteve sucesso tanto em ligações telefônicas quanto em mensagens deixadas como recado em seu número.

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