“É quase o valor mensal que repassamos aos hospitais”, diz Vequi sobre a UPA

Para o vice-prefeito de Brusque, Ari Vequi, a polêmica em torno da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Santa Terezinha está encerrada. Segundo ele, a suposta irregularidade apontada pelo vereador Paulinho Sestrem  no mês passado, de que funcionários estariam lotados em um espaço que sequer está em funcionamento, não existe e o governo seguiu estritamente o que consta na Portaria que criou, em 2015, o Cadastro de Estabelecimentos em Saúde (CNES), do Ministério da Saúde.

Em entrevista à Rádio Cidade na última sexta-feira (7), Vequi disse que ninguém esteve mais em Brasília do que ele para tratar sobre a questão da UPA. Numa dessas reuniões junto ao Ministério da Saúde, se decidiu que o estabelecimento não seria aberto dentro dos moldes iniciais, anunciados ainda na gestão do ex-prefeito Paulo Eccel, sendo os recursos financeiros concentrados nos hospitais.

“Fomos a Brasília para modificar essa UPA em um PA (Pronto Atendimento). Quando o ministério aceitou isso, foram várias portarias desde o governo do PT, Michel Temer, até Bolsonaro”, disse o vice-prefeito.

A batida de martelo sobre a readequação do local de UPA para PA ocorreu a partir de abril de 2019 houve, quando o atual governo federal anunciou a possibilidade de se mudar o formato das UPAs. Para fazer isso, foi pedido que o município de Brusque disponibilizasse vários equipamentos, desde a planta nova, diversos documentos e aprovação do Conselho Municipal de Saúde (Comusa).

O novo destino da UPA seria um espaço de atendimento em saúde chamado Pronto Atendimento, com expediente de 12 horas diárias, Clínica da Mulher, programa Amamenta Brusque, além de local para atendimento a mulheres vítimas de violência sexual. A Prefeitura, de acordo com Atri Vequi, já possui em três desses serviços em execução atualmente na Policlínica Central

Ainda segundo o vice-prefeito, a Portaria que criou o CNES em 2015 exige que todo e qualquer estabelecimento, para que possa funcionar, deva ter, antes de abrir, o cadastro de todos os serviços, bem como a equipe que vai atuar ali.

Quando se criou o cadastro do PA junto ao CNES, quando do encaminhamento do pedido de modificação ao Ministério da Saúde, a Prefeitura teria deixado claro que os serviços seriam remanejados ao Bairro Santa Terezinha.

“Se vocês pegarem os nomes dessas três pessoas, vão lá na Prefeitura e vão ver elas trabalhando em pronto atendimento no Centro. Se abrir o Pronto Atendimento do Santa Terezinha, poderíamos ter lá essas pessoas ou se contraria outras pessoas”, destacou ele quanto aos servidores.

Vequi afirma que o Ministério da Saúde ainda não autorizou a mudança de UPA para PA. Mais de R$ 500 mil precisarão ser investidos para readequar os espaço.

Os motivos para que a Prefeitura recuse a instalação de uma UPA e opte por um Pronto Atendimento (PA) têm relação com o custeio do espaço. O Ministério da Saúde envia, mensalmente, uma quantia inferior a R$ 300 mil, para os municípios arcarem com a manutenção de toda a estrutura dos espaços. De acordo com o Conselho Municipal de Saúde, em Brusque, a UPA custaria em torno de R$ 1,2 milhão mensais para ficar aberta. Ou seja, o município teria que desembolsar mais de R$ 1 milhão.

“É quase o valor que repassamos mensalmente aos hospitais atualmente”, disse o vice-prefeito.

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