Diretor do Procon explica sobre casos de boletos vencidos e bancos

Volnei Montibeller, diretor do Procon de Brusque. Foi o entrevistado desta quarta-feira (5) do programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade. Entre vários assuntos abordados por ele, um em especial foi o que trata do pagamento de boletos bancários em qualquer agência e não mais somente na que emitiu o mesmo.

Segundo Montibeller, esse tipo de reclamação é rara de chegar ao órgão. Há uma série de fatores que influenciam n momento do pagamento e a recusa dos bancos.

“São casos bem esporádicos. Cada situação é muito singular. Valor do boleto influencia, se o consumidor é correntista daquele banco, se vai pagar no cartão ou dinheiro. (...) Tudo dependente do momento. Já teve caso de consumidor estar dentro do banco e me perguntar e aí teve de saber que tipo de caso era”, pontua ele. Ainda de acordo com o diretor do Procon, não há limite mínimo para os pagamentos e, sim, máximo.

Montibeller afirma que a única regra clara em relação a esse tema é que se o consumidor é correntista ou cliente de determinados banco e vai na agência pagar um boleto emitido pelo mesmo banco, este não pode recusar o recebimento.

“Sou correntista da Caixa, por exemplo, e chego lá para pagar um boleto vencido da Caixa, eles não podem negar o recebimento. Se eu vou lá com um boleto vencido do Bradesco, eles podem negar”, frisa ele.

A prática é bem comum. Os bancos forçam o cliente a utilizar os sistemas de autoatendimento, comenta Montibeller, como caixas eletrônicos e correspondentes em casas lotérica e outros estabelecimentos comerciais.

Em Brusque, há uma lei municipal que obriga os bancos a atenderem o cliente nos caixas em até 20 minutos. O diretor do Procon afirma que a fiscalização para que isso seja cumprido tem sid bastante difícil, devido à quantidade de fiscais que o órgão possui. Atualmente, o Procon possui apena sum profissional que realiza este tipo de serviço.

Postos de combustíveis

Frequentemente, o preço dos combustíveis coloca o Procon na mira das críticas e cobranças por parte de muitas pessoas. Sobre isso, Montibeller afirma que o órgão não tem como intervir. Principalmente em relação ao preço, pois é uma questão de livre mercado e concorrência. Exceto se for quanto à qualidade do produto oferecido nas bombas.

No cargo de diretor do Procon desde junho de 21018, Montibeller aponta que o órgão passa por reforma e ampliação, para poder dar melhor atendimento a quem procura os serviços.

Dê sua opinião, antes leia os Termos de Uso
Dúvidas ou Sugestões