Caminhada para derrubar lei federal passa por Brusque

A caminhada dos descendentes de italianos de Santa Catarina para reverter lei federal que concedeu à Santa Teresa, no Espírito Santo, o título de cidade pioneira da imigração no Brasil, em detrimento a São João Batista, teve mais um capítulo nesta terça-feira (28). Um encontro no salão nobre da prefeitura de Brusque discutiu mais uma vez o assunto, apresentando os caminhos que serão tomados sobre o assunto.

O historiador Paulo Vendelino Kons, coordenador da frente designada para buscar a derrubada da lei, afirmou que as medidas a serem tomadas partem para a esfera judicial. Isso porque, segundo ele, tratativas junto a parlamentares para que o Legislativo revisse a lei não surtiram efeito.

“Inclusive um destes deputados federais, que é da região, conhecido de muitos aqui, nascido em Nova Trento, disse que não que saber, que não vai fazer. O problema é que ele está, este ano, coordenador da Frente Parlamentar Catarinense”, frisou, não cirando nome, mas criticando veementemente a atuação dos parlamentares do estado em Brasília sobre o assunto. O coordenador da Frente Parlamentar em 2020 é o deputado Rogério “Peninha” Mendonça (MDB).

O prefeito de São João Batista, Daniel Netto Cândido, é mais cauteloso ao falar sobre os deputados catarinense e a não busca de uma saída por parte destes. Na visão dele, a postura é para não entrar em atrito com os também parlamentares do Espírito Santo na Câmara Federal.

“Entendemos, embora não concordemos, da dificuldade dos nossos representantes na esfera federal. Eles encaminhando um projeto de lei, mudando ou desmentindo aquele projeto de lei lá do Espírito Santo, haveria uma afronta ou confronto com os representantes federais daquele estado”, pontua ele.

Apesare disso, o município de São João Batista tem estado junto na batalha pela reversão da lei. O próprio Daniel vem dando coro ás ações e juntando outras forças para tratar do tema.

Uma das saídas que está sendo tomada é comprovar o pioneirismo da imigração italiana na cidade. Coleta de materiais, registros documentais históricos e até depoimentos de descendentes estão sendo buscados.

“Hoje, inclusive, estamos com uma equipe nossa em São João coletando esses depoimentos. Estamos fazendo o que prometi Lá na emana passada”, disse a presidente da Fundação Catarinense de Cultura, Ana Lúcia Coutinho, que esteve no ato, assim como o advogado Augusto Cezar Zeferino, presidente da do Instituo Histórico e Geográfico de Santa Catarina.

Ainda de acordo com Paulo Kons, ações no Senado Federal já estão em andamento. O senador catarinense Esperidião Amin dará entrada com um projeto de lei para anular a legislação aprovada em 2018 e reconhecer a comunidade Nova Itália, em São João Batista, como a pioneira da imigração no país.

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