Keka confirma que será candidato a presidente da Câmara

O vereador Gerson Luis Morelli, o Keka, do PSB, confirmou que vai concorrer à presidência da Câmara Municipal de Brusque para este ano, último da atual legislatura. Ele ocupa a função de forma interina, depois que o presidente anterior, José Zancanaro, do mesmo partido, renunciou em dezembro para cumprir acordo que conduziria o então vice, Ivan Martins (PSD), ao mesmo cargo.

Em entrevista à Rádio Cidade na manhã desta segunda-feira (27), Keka disse que o bloco de oposição fechou questão em torno de seu nome para a presidência. Com isso, são seis votos em seu favor, faltando dois para que possa vencer a disputa. A chapa teria definido ele, Keka, como candidato à presidência, e o tucano Sebastião Lima como vice.

“Tive uma reunião com o grupo de oposição. Conversamos sobre isso e chegamos ao consenso de que eu seria o candidato desse grupo. Vai ser lançada uma chapa. Conversei com dois vereadores (do outro lado), no sentido de vir por achar que estamos fazendo a coisa correta, sem acordo nenhum, sem distribuição de cargos”, frisou ele, sem citar quais vereadores foram procurados para a conversa e tentativa de somá-los ao grupo que o apoia.

Keka voltou a afirmar o que já dissera no final do ano, após a decisão na ultima sessão de 2019 de não realizar naquela data a eleição da nova mesa diretora. Segundo ele, a medida foi tomada sem intervenção ou influência externas. Ele alegou que se sentia desprestigiado pelo Executivo e por conta de acordos não cumpridos na própria Câmara.

Outra colocação feita por Keka foi sobre a atuação de vereadores nas decisões do Legislativo e até do Executivo. Segundo ele, tudo passa pelo crivo de dois vereadores e o presidente de um partido.

“Vocês sabem. É o Ivan (Martins), o Pirola (Jean Pirola) e o Jones Bósio. Isso é uma coisa que me deixa angustiado. Fizemos parte de uma coligação que elegeu o doutor Jonas prefeito e o vice. E aí essas pessoas que trabalharam em função dessa coligação, principalmente do PSB, foram colocadas de lado. E foram trazendo esses outros partidos que, na verdade, na eleição estavam contra, para dar as cartas. Lá, quem dá as cartas são eles”, frisou.

Keka disse, ainda, vai renunciar á condição de presidente interino da Câmara e de primeiro secretário no dia 4 de fevereiro, quando o Legislativo retoma ás atividades em plenário. Com isso, caberá ao segundo secretário, Cleiton Bittelbrunn (Patriotas), comandar o processo de eleição. Ele poderá realizar o pleito na mesma data ou adiar por mais 15 dias, ficando na condição de presidente.

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