Reviravolta e polêmica na eleição da presidência da Câmara

Estava tudo combinado e acertado para que a Câmara de Vereadores de Brusque tivesse um novo presidente a partir desta terça-feira (17). José Zancanaro (PSB) renunciaria e a nova eleicão, conduzindo o vice, Ivan Martins (PSD), ao cargo seria realizada. Seria, até que o vereador Gerson Luiz Morelli (PSB), o Keka, surpreendeu a todos.

Como primeiro secretário, era dele a prerrogativa de convocar o pleito para a escolha da nova mesa diretora. Só que ao invés de seguir com o que teria sido acordado nos bastidores, ele deu por encerrada a sessão, marcando a próxima para fevereiro do ano que vem.

A decisão causou alvoroço e indignação nos demais vereadores. Keka saiu da Câmara sem dar explicações e falar a respeito do assunto. Com isso, ele, Keka é o presidente do Legislativo até que uma nova eleição ocorra.

Um grupo de vereadores se reuniu após a sessão para buscar uma forma de, regimentalmente, fazer a eleição. A saída consta no próprio Regimento, que obriga o presidente a convocar uma sessão extraordinária após ser provocado por maioria dos legisladores através de um Requerimento. Documento este que precisa de oito assinaturas. 

"Temos nove assinaturas. Vamos chamar e ele será obrigado a convocar a extraordinatia", disse o agora ex-presidente, José Zancanaro.

A Rádio Cidade fez contato com vereador Keka. Ele disse que não iria se manifestar sobre o assunto e que tomou a decisão sozinho. Disse que vai falar sobre os motivos para a imprensa ainda esta semana.

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