VÍDEO: Feliciano Pires realiza exposição de trabalhos científicos

Estudantes do Colégio Estadual Feliciano Pires, de Brusque, tiveram um dia especial e de muito conhecimento esta semana. Foi na última terça-feira (26). Eles realizaram a Primeira Exposição de Iniciação Cientifica de Direitos Humanos e Cidadania, sob o tema Respeito ao Próximo.

O resultado foram dezenas de trabalhos fruto de muita dedicação e empenho. Um destes teve a coordenação da professora Maria Goretti Mafra e tratou das questões de bullyng. Uma pesquisa entre os estudantes buscou saber quem já havia enfrentado ou sido vítima do problema. A surpresa: todos os que afirmaram disseram que isso ocorreu dentro da própria escola.

“Chegamos à conclusão de que pode ser no pátio, na quadra, no refeitório ou a saída. Porque são locais que não tem alguém olhando. Na sala de aula, normalmente têm os professores”, pontua ela, afirmando que de todos os alunos pesquisados, apenas um relatou que o bullyng ocorre na sala de aula.

E quem pensa que a garotada não achou interessante desenvolver esta atividade e mais ainda aos temas se engana. Thays Benaci e Camile Alves, ambas do sétimo ano, não apenas gostaram como se dedicaram para fazer um trabalho de destaque.

“Para nós foi fácil, porque praticamos muito isso. Sabemos que as diferença sociais estão ganhando cada vez mais espaço e isso é muito errado”, comenta Thais.

Camile também pensa da mesma forma e diz que situações como desrespeito e amor ao próximo parecem ter se tornado corriqueira no dia a dia.

“É horrível ver pessoas não dando respeito às outras, que é o que realmente precisamos”, frisa ela.

As duas integraram a equipe coordenada pela professora Claudia Rieg Baron. Segundo ela, foram diversas releituras sobre o tema que culminaram com a exposição.

“Dessas releituras fizemos uma composição só em uma folha A4. Depois, essa ampliamos em um pano enorme e, então, os alunos começaram a pintar, fazendo revezamento de pessoas”, frisou, apontando para o material que ocupava uma parede inteira no pátio da escola.

Além de reforçar o aprendizado, o evento teve como objetivo aproximar a comunidade, dentro da estratégia de abrir as portas da escola para o público externo. Palavras da supervisora escolar Jeime Andreia Davalo.

“Muitas pessoas trazem que a escola se esconde por de trás de seus muros. Muita coisa é feita na escola e as pessoas, a sociedade em geral, não tem acesso. A nossa visão, primeiramente, é mostrar para a comunidade, os pais, os alunos e para os próprio professores o que é produzido aqui”, pontua ela.

A atividade foi desenvolvida em parceria com o Núcleo Jurídico da Unifebe. O advogado Ricardo Hoffmann afirma que a intenção é levar os estudantes para se aproximar do conteúdo trabalhado dentro da universidade, com a produção de conteúdo científico.

Ao todo, a exposição contou com mais de 60 trabalhos, envolvendo, praticamente, todos os 1,4 mil alunos do educandário.

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