Tecnologia da Urna Eletrônica é bem maior do que o implementado até hoje

Três década depois de ser criada e ainda sob dúvidas de muitos sobre a segurança de seus dados, a Urna Eletrônica ainda não teve implementada toda tecnologia que tem capacidade. Palavras do desembargador aposentado Carlos Prudêncio, criador do sistema que revolucionou o processo eleitoral no país.

Em, entrevista ao programa Rádio Revista Cidade desta quarta-feira (27), Prudêncio relembrou os primeiros passos de todo estudo feito ainda na década de 1980 para implantar a votação e apuração na cidade de Brusque. Era o ano de 1988 e a resistência veio de dentro da própria Justiça Eleitoral, do Tribunal Regional Eleitoral em Santa Catarina, que proibiu o uso da tecnologia.

“Eles proibiram porque não conheciam. Não entendiam de computador naquela época. O próprio Judiciário não tinha computador”, comentou Prudêncio, na época juiz eleitoral na comarca de Brusque.

Com a participação de diversos setores da sociedade local e o apoio da imprensa, que divulgou a novidade e conseguiu fazer com que ela emplacasse em nível nacional, tudo andou. O próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abraçou a ideia quando houve a repercussão em todo o país.

Anos mais tarde, já na década de 1990, o sistema ganhou corpo e foi implantado em todo o país.

Prudêncio afirma que todas as inovações, inclusive a da biometria, já constava no projeto original. A resistência levou anos para ser quebrada.

O ex-desembargador afirma que as suspeitas de insegurança da Urna Eletrônica é algo que foi fomentado muito e, principalmente, pelos partidos políticos. Dúvida esta levantada através dos anos por muitos, mas sempre esquecida após estes mesmos vencerem as eleições em que disputaram, disse ele.

A história da Urna Eletrônica já foi registrada em livro e será, também, em um documentário em vídeo em breve, dentro do projeto Documentário RC, parceria entre a Rádio Cidade e a Deucher Filmes.

Assista no vídeo abaixo a entrevista completa:

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Dr. Carlos Prudêncio"
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